quarta-feira, 15 de junho de 2016

São Francisco Xavier e os Papas


São Francisco Xavier, o maior missionário da Igreja Católica, comparado somente ao Apóstolo Paulo. Suas singularidades foram: o ardor missionário, dedicação aos pagãos (gentios), formação de dezenas de comunidades, inumeras viagens a regioes e países diversos, longa peregrinação, escrita de cartas sobre as missões, os que mais converteram e batizaram, etc.
São Francisco Xavier está relacionado à Santa sé Apóstolica, tendo feito parte de inúmeras citações dos Pontifices.
Algumas dessas estão aqui citadas:
* Papa Paulo III

procurou reformar a Igreja. Em 1537, lançou a bula pontifícia Sublimis Deus, a favor da liberdade dos povos indígenas do Novo Mundo. Aprovou a criação da Companhia de Jesus deInácio de Loyola em 1540. Convocou o Concílio de Trento em 1545.
Excomungou Henrique VIII de Inglaterra, mas não conseguiu travar a Reforma Protestante. Concedeu a Inquisiçãoem Portugal a D. João III. Lançou as bases da Contra-Reforma.

Francisco significou-lhe quanto o apostolado das Índias ocupava o seu pensamento e o seu espírito, a ponto de o acompanhar até nas suas horas de sono; em seguida apressou-se a remendar a sua batina, abraçar os seus amigos e ir prostrar-se aos pés do Soberano Pontífice para lhe pedir a sua bênção.

Retorno a Roma para benção de envio do Papa - Paulo III, Soberano Pontífice, rendia graças a Deus desde que o rei de Portugal lhe manifestara o desejo de fazer pregar o Evangelho nos países infiéis que lhe eram sujeitos, porque contava como seguro o triunfo da Cruz em todos os lugares onde os discípulos de Inácio a levassem. Recebeu Xavier com benevolência verdadeiramente paternal, felicitou-o pela sublime missão que ele ia desempenhar, e disse-lhe:
- "A soberana Sabedoria dá sempre a graça necessária para suportar os encargos que ela impõe, embora eles sejam superiores às forças humanas! Vós tereis muitas ocasiões de sofrer; mas deveis lembrar-vos sempre que no serviço de Deus não se consegue o bom êxito senão pelo caminho dos sofrimentos, e que se não deve ambicionar a honra cio apostolado senão caminhando pelos traços deixados pelos Apóstolos, cuja vida foi sempre uma pesada cruz e uma morte de cada dia."
"O Céu vos envia a seguir os passos de São Tomé, o apóstolo das Índias, na conquista das almas; trabalhai ardente e generosamente em fazer reviver a fé nas terras em que ele a semeou! e se Deus permitir que possais derramar o vosso sangue pela glória de Jesus Cristo, oh! considerai-vos feliz de serdes o escolhido para morrer por uma tal causa."
"É tão belo morrer mártir!"

Xavier, compenetrado das palavras do soberano pontífice, e parecendo-lhe ouvir a própria voz de Jesus Cristo, respondeu algumas palavras duma tão profunda humildade e de zelo tão ardente, que Paulo III depois de o ter abençoado, o abraçou por muitas vezes com extrema comoção. 

* Papa Paulo V (16/05/1605 a 28/01/1621 - 15 anos)
o Papa Paulo V beatificou o missionário jesuíta Francisco de Xavier em 25 de outubro de 1619, por vezes é citado sua beatificação com o ano 1605.

* Papa Gregório XV  (eleito em 09/02/1621 - fim do pontificado: 08/07/1623)


Foi este Papa que canonizou o Beato Francisco Xavier em 12 de março de 1622.















* Papa Bento XIV 
Em 1748, este Papa apresentou Francisco Xavier aos países da índia oriental, como padroeiro, outorgando-lhe o sublime título honorífico de " PATRONO DO ORIENTE". A Igreja o considera o maior de todos os missionários, sendo chamado “O Gigante
da História das Missões”.

* Papa Pio X 
Em 1904, o Papa Pio X deu-lhe o título de Patrono da Propagação da Fé e Patrono Universal das MissõesConsagrado como o “Apóstolo do Oriente” e proclamado “Padroeiro
das Missões”. 

* Papa Pio XI
Em 1925, o Papa Pio XI proclamou São Francisco Xavier juntamente com Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeiro universal das missões.







* Papa Pio XII
1952, 03 de dezembro - RADIOMENSAGEM DO PAPA PIO XII AOS FIÉIS DE GOA 
POR OCASIÃO DAS CELEBRAÇÕES EM HONRA DE SÃO FRANCISCO XAVIER (*)

Veneráveis Irmãos e amados Filhos!
Devotos e admiradores de S. Francisco Xavier,
Quantos hoje em número incontável vos achais reunidos na Velha Goa, adentro da majestosa Catedral e, fora dela, à sombra dos religiosos monumentos, que ai estão atestando aos séculos a fé e piedade dos maiores!
Desta Roma que vos enviou Francisco Xavier, e para a qual ele vos ensinou a olhar constantemente, como para o farol de verdade salvadora, chegue até vós a Nossa palavra, para vos dizer todo o afecto paterno, com que o Vigário de Jesus Cristo vos ama, e convosco venera as sagradas relíquias do grande Apóstolo do Oriente e enaltece as suas glórias.
Quando há quatro séculos, tal dia como hoje, Francisco Xavier morria às portas da China, dir-se ia morto com ele e desvanecido como un sonho o sublime ideal que o animava, de sujeitar à Cruz de Cristo todo o Oriente recentemente descoberto.
Havia dez anos apenas que aportara à Índia. Dez anos de incessantes correrias apostólicas, arrostando as tempestades de todos os mares, suportando imensos trabalhos e contínuos perigos de morte em todas as terras.
Impelido da « necessidade que tinha, de perder a sua vida temporal para socorrer a vida espiritual do próximo » (G. Schurhammer - I Wicki, S. I., Epistolae S. Francisci Xaverii, Romae 1944, Epist. 55, t. 1 p. 325), e utilizando «todo o favor e ajuda que o Rei e a Nação portugueses, como tão desejosos de ver todas essas partes de infiéis convertidas à Fé de Cristo Nosso Redentor, con muita abastança, muita caridade e amor punham à sua disposição » (Epist. 48 op. c. t. II p. 273) viram-no chegar, deter-se, prosseguir - Moçambique, Socotorá, Goa, Travancor, a Costa da Pescaria e Cabo de Comorim, Ceilão, Malaca, Amboino, Molucas, Moro, e lá nos berços do sol, mal descoberto ainda, o Japão.
Forçado e esforçado da caridade de Cristo, como o Apóstolo das Gentes (2Cor. 5, 14), sentia-se chamado a explorar e desbravar e lançar à terra as primeiras sementes, deixando aos continuadores da sua obra o cuidado de regar e cultivar e colher os frutos.
Quando porém o zelo insaciável o impelia para a China, « desamarrado de todo o favor humano » (Epist. 125 op. c., t. II p. 472) e oferecido a toda a sorte de cativeiros e cadeias e tratos e martírios (cfr. Epist. 135 op. c., t. II p. 512; Epist. 131 op. c., t. II p. 493 s.)na convicção de que, abraçando ela o Evangelho, faria ajoelhar toda a Ásia aos pés de Cristo, a inescrutável Providência diz-lhe : Basta!, e a morte colhe-o só, desvalido de todo o conforto humano, numa ilha deserta daqueles mares.
Morre!
Mas o Oriente todo, testemunha e teatro do seu incomparável apostolado, deslumbrado pelos incêndios do seu zelo e mais pelos fulgores de sua santidade, teve logo a intuição de que aquela morte era antes o princípio de uma nova e mais operosa vida.
Já o transporte fúnebre das suas relíquias foi um triunfo. Malaca, que fora o seu último Calvário, foi a primeira a glorificar o Padre Santo e a gozar dos seus milagres.
Goa tributou-lhe, a título de exéquias, o maior triunfo, qual nem os capitães mais venturosos, nem os maiores vice-reis e príncipes tinham visto ou veriam jamais. O concurso gigantesco e ininterruto daqueles três dias, a venerar os despojos mortais do Padre Santo, preludiava aos imensos concursos de centenas de milhares e de milhões de peregrinos, que periòdicamente se haviam de repetir até ao dia de hoje.
Depois, as graças extraordinárias, que se multiplicam à invocação do seu nome, ao contacto das suas relíquias, junto do seu túmulo ou nos lugares particularmente santificados pela sua presença, se provam que morto vive em Deus, difundem o seu culto, com vantagem da fé, entre cristãos e não cristãos de todas as estirpes e nacionalidades.
Mas é sobretudo o seu exemplo conquistador, o seu espírito, que, comunicando-se a legiões de apóstolos continua o seu apostolado póstumo. Outrora não partiam de Lisboa novos arautos do Evangelho, que não fossem junto do seu altar implorar-lhe a protecção e jurar seguir-lhe as pisadas. Desembarcados em Goa, acorriam ao Bom Jesus, para ali, junto do seu sepulcro, se embeberem do seu espírito e se inflamarem mais vivamente do seu zelo. Gonçalo da Silveira no Monomotapa, Oviedo e Apolinar de Almeida na Etiópia, Rudolfo Acquaviva na fastosa corte do grande Akbar, Nóbili e Brito, Alvares e Abreu na India e Tonkim, Ricci, Spínola, Mastrilli e tantos e tantos outros Missionários e Mártires, que são senão a sobrevivência do espírito de Xavier, o prolongamento do seu apostolado?
E não só os irmãos de armas da que ele chamava « a santa Companhia do Nome de Jesus », mas todas essas legiões de apóstolos de todas as Ordens e Congregações religiosas: haverá alguns a quem os Superiores, mandando-os com a bênção de Deus ao Oriente, não tenham dito, como S. Vicente de Paulo aos seus Padres, enviando-os a Madagascar : « O vosso primeiro cuidado seja modelar os vossos passos pelo exemplo do grande S. Francisco Xavier »?
E os frutos do apostolado aí estão.
E verdade que cinquenta ou setenta anos depois da morte de Xavier sobrevêm tempos difíceis a quase todas as cristandades por ele fundadas. Na Costa da Pescaria e Travancor os inimigos da verdadeira Fé metem a duríssima prova os fiéis : corre em abundância o sangue dos mártires; mas a cristandade resiste, vence, multiplica-se; e hoje, quatro séculos volvidos, aí estão eles, católicos ferventes, gloriando-se de serem por antonomásia « os filhos de S. Francisco Xavier », e dão à Igreja o primeiro Bispo indiano e ao Governo civil o primeiro Ministro católico.
Nas ilhas do Pacífico, diminuido o prestígio lusitano, retomam o predomínio os implacáveis inimigos da Cruz, e declaram guerra de extermínio aos cento e cinquenta ou duzentos mil católicos, em que se tinham multiplicado os vários núcleos plantados por Xavier. O sultão de Ternate passa sessenta mil aos fios da espada; duas das ilhas de Moro são literalmente despovoadas. A cristandade de Amboino, Celebes e Moluco fenece, mas deixando no martirológio da Igreja uma página gloriosa, escrita com o sangue dos seus mártires; - porque eles, como aquele heróico cristão de Amboino, embora « pobres filhos das selvas e ignorantes, uma coisa sabiam que Lhes ensinara o Padre Mestre Francisco : sabiam que era coisa boa dar a vida por Jesus Cristo » (Nuovi Avisi delleIndie - Quarta parte, Venetia, 1566 f. 102).
E o Japão? As risonhas esperanças de Xavier eram uma profecia. Poucos anos volvidos, os mil cristãos que ele lá deixara, crescem a setecentos ou oitocentos mil, aspirantes todos a virtude heróica e sedentos de martírio. E a perseguição rebenta. Duzentos e cinquenta anos de perseguição implacável, metódica, refinadamente cruel, uma das mais terríveis que nunca sofreu a Igreja. Então os fiéis, pela pena de um deles, « dão graças a Deus de que pelos méritos do Padre Mestre Francisco e pela Misericórdia divina, agora são verdadeiros discípulos de Jesus Crucificado, e esperam sê-lo constantes até ao fim » (Lettera originale dei Cristiani di Miyaco al P. Generale S. I., 10 Magg. 1588 - Arch. Rom. S. I., Iap. - Sin. 186). Entretanto o mar de sangue cresce, cresce sempre e acaba por submergir nos seus vórtices a cristandade japonesa. E todavia, milagre da graça! ela não desaparece de todo: sobreviveu e sobrevive nos trinta ou quarenta mil cristãos que, « errando nas solidões, acolhendo-se aos montes, refugiando-se nas grutas e cavernas da terra » (cfr. Hebr. 11, 38), conseguiram salvar até aos nossos dias as relíquias da Fé dos avós, 1á pregada por Xavier.
E Goa, essa imperial Goa, a quem Xavier com tanto entusiasmo consagrou as primícias do seu zelo na Índia, que tanta vez e com tanto amor voltou a edificar com heróicas virtudes e fadigas apostólicas, Goa que se ufana de possuir nas suas relíquias o maior tesoiro do Oriente e a mais segura garantia da paz e prosperidade dos seus moradores, não lhe deve a ele, mais que a ninguém, o ter sido durante dois longos séculos o mais potente foco de irradiação do Evangelho por toda a Ásia e Indonésia, e ser ainda hoje, graças à viva fé e religiosidade dos seus filhos, a cidade e arquidiocese onde mais numerosas desabrocham as vocações religiosas e sacerdotais, a ponto de ter enviado generosamente muitos operários evangélicos a outras partes da grande Índia mais falhas de clero?
O apostolado póstumo de Xavier! É sobretudo por ele, que « a sua glória cresce de geração em geração », circundando da mais refulgente auréola as relíquias do grande apóstolo e modelo de apóstolos.
Oh ! praza aos céus que este quarto centenário do seu bem-aventurado trânsito, celebrado quando uma nova e tremenda borrasca esbraveja sobre tantas Missões católicas, sirva a acrescer cada vez mais a confiança no seu patrocínio; para que venha em auxílio dos pacíficos exércitos de Deus, tão duramente provados, para que suscite por toda a Igreja numerosas e selectas vocações missionárias, quais o mesmo Xavier as desejava, capazes de assimilar e realizar os grandes ideais por que ele combateu e morreu.
Pelos méritos do grande Taumaturgo desçam copiosas as bênçãos do céu sobre as terras da Península Ibérica, Espanha e Portugal, que em Francisco Xavier deram à Ásia o seu segundo Apóstolo; sobre o Nosso digníssimo Legado, sobre todos vós, Veneráveis Irmãos e amados Filhos; sobre a arquidiocese de Goa que se ufana de guardar suas relíquias e de o venerar como especialíssimo Protector; sobre todos os povos da vasta Índia e de todo o Oriente hoje aí representados e unidos na veneração do seu imortal Apóstolo.
Enquanto Nós, como penhor das graças de Deus, vos damos com todo o afecto da Nossa alma a Bênção Apostólica.
(*) Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, vol XIV, pág. 403-409.

CARTA ENCÍCLICA FIDEI DONUM DO SUMO PONTÍFICE PAPA PIO XII, 1957 - 
SOBRE A SITUAÇÃO DAS MISSÕES CATÓLICAS PARTICULARMENTE DA ÁFRICA 



33. "Se prego o evangelho, não é para minha glória, pois me é imposta esta obrigação; e ai de mim, se não pregar o Evangelho" (1 Cor 9, 16). Tomamos para nós essas fortes palavras, para nós, vigário de Jesus Cristo, constituído pelo múnus apostólico "pregador e apóstolo... doutor dos povos na fé e na verdade" (1 Tm 2, 7). Invocando, pois, sobre as missões católicas o duplo patrocínio de s. Francisco Xavier e de s. Teresa do Menino Jesus, a proteção de todos os santos Mártires e a poderosa e materna guarda da Virgem Maria, Mãe de Deus e Rainha dos apóstolos, repetimos de bom grado à Igreja as vitoriosas palavras de seu divino Fundador: "Faze-te ao largo" (Duc in altum) (Lc 5, 4).
34. Confiante em que nossos pedidos serão atendidos com vontade enérgica por todos os católicos, a fim de que, pelo impulso da graça divina, possam as santas missões levar até os confins da terra o esplendor da verdade e das virtudes cristãs, juntamente com o progresso da civilização, concedemos de todo o coração, como testemunho de nossa paternal benevolência e penhor dos dons celestes, a cada um de vós, veneráveis irmãos, a vossos rebanhos e a um por um dos arautos do evangelho, tão amados, a bênção apostólica.

* Papa João Paulo II
São Francisco Xavier foi reconhecido por João
Paulo II como “o apóstolo mundial dos tempos modernos”, e apontado como
exemplo para todos os missionários católicos. Enfim, assim como São Paulo, Francisco
pode dizer: “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me
tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto
por causa do evangelho, para ser também participante dele”.

HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II NA PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER NO BAIRRO ROMANO DA GARBATELLA, Domingo, 3 de Dezembro de 1978
(Esta foi a Primeira Paróquia visitada pelo novo Papa)"Caríssimos Irmãos e IrmãsEstou aqui hoje para visitar a vossa Paróquia dedicada a São Francisco Xavier; faço-o com grande comoção e alegria íntima. Esta é a minha primeira visita a uma paróquia na diocese de Roma, que me confiou Cristo mediante a eleição para Bispo de Roma, realizada a 16 de Outubro em consequência dos votos dos Cardeais, reunidos em conclave. Ao tomar posse da Basílica de São João de Latrão, catedral do Bispo desta Cidade, disse que entrava naquele momento, em certo modo, em todas as paróquias da diocese de Roma. Naturalmente tal ingresso nas paróquias de Roma, durante as cerimónias no Latrão de 12 de Novembro, era sobretudo intencional. As visitas efectivas às paróquias romanas devem, ao contrário, ser feitas pouco a pouco. Espero que todos o compreendam e sejam indulgentes para comigo, em consideração da mole imensa de obrigações inerentes ao meu ministério.É grande alegria para mim poder visitar, como primeira paróquia romana, precisamente a vossa, a que me une uma recordação especial. De facto, nos primeiros anos a seguir à guerra, sendo estudante em Roma dirigia-me quase todos os domingos à Garbatella, para ajudar no serviço pastoral. Alguns momentos daquele período estão ainda vivos na minha memória, embora me pareça que, durante mais de trinta anos, muitas coisas se tenham aqui modificado enormemente.(...) A vossa Paróquia celebra hoje a festa do seu Titular, São Francisco Xavier, apóstolo do Extremo Oriente, missionário e padroeiro das missões. Quanto não mereceu ele para esta causa única: levar o advento de Cristo aos corações daqueles que o ignoravam, daqueles a quem não tinha ainda chegado o seu Evangelho! A vossa Paróquia deseja seguir o seu Padroeiro, e hoje celebra o seu dia missionário. Oxalá a palavra de Deus chegue a todos os confins da terra!Oxalá encontre o caminho para cada um dos corações humanos!Esta á oração que elevo, juntamente convosco, por intercessão de São Francisco Xavier, eu, vosso Bispo: Vem, Senhor Jesus, Maranatha! Ámen.
Fonte - Libreria Editrice Vaticana, 1978


* BENTO XVI
Angelus, 02/10/2005 
"Esta coincidência ajuda-nos a contemplar o mistério eucarístico na perspectiva missionária. A Eucaristia é, com efeito, o centro propulsor de toda a acção evangelizadora da Igreja, um pouco como o coração para o corpo humano. As comunidades cristãs sem a celebração eucarística, na qual se alimentam na dúplice mesa da Palavra e do Corpo de Cristo, perderiam a sua natureza autêntica: só como "eucarísticas" elas podem transmitir Cristo aos homens, e não apenas ideias ou valores mesmo que sejam nobres e importantes. 
A Eucaristia plasmou insignes apóstolos missionários, em todos os estados de vida: bispos, sacerdotes, religiosos, leigos; santos da vida activa e contemplativa. Pensamos, por um lado, em São Francisco Xavier, que o amor de Cristo levou ao Extremo Oriente para anunciar o Evangelho; por outro lado, em Santa Teresa de Lisieux, jovem carmelita, da qual fizemos memória precisamente ontem. Ela viveu na clausura o seu fervoroso espírito apostólico, merecendo ser proclamada, juntamente com São Francisco Xavier, padroeira da actividade missionária da Igreja.
Invocamos a sua protecção sobre os trabalhos sinodais

O Papa Bento XVI lembra São Francisco Xavier e pede paz para o País Basco e Espanha

VATICANO, 06 Abr. 2006-
 Depois da Audiência Geral desta quarta-feira celebrada na Praça São Pedro, o Papa Bento XVI lembrou aos peregrinos espanhóis presentes que no próximo dia 7 de abril se celebram os 500 anos do nascimento de São Francisco Xavier, "o grande missionário jesuíta" a quem encomendou a consolidação da paz "no País Basco e em toda a Espanha". "Me uno a esta celebração agradecendo ao Senhor este grande dom a sua Igreja. Ao contemplar a figura de São Francisco Xavier, nos sentimos chamados a rezar por quem dedica sua vida à missão evangelizadora, proclamando a beleza da mensagem salvadora de Jesus", disse o Santo Padre ao referir-se ao "grande missionário jesuíta que pregou o Evangelho por terras da Ásia, abrindo muitas portas a Cristo".

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PARTICIPANTES NA PEREGRINAÇÃO 
ORGANIZADA PELA COMPANHIA DE JESUS  - 22 de Abril de 2006

"Queridos Padres e Irmãos da Companhia de Jesus!
...A vossa visita de hoje oferece-me a oportunidade de agradecer juntamente convosco ao Senhor ter concedido à vossa Companhia o dom de homens de extraordinária santidade e de excepcional zelo apostólico, como Santo Inácio de Loiola, São Francisco Xavier e o beato Pedro Fabro. Eles são para vós os Pais e os Fundadores: por isso, é justo que neste ano centenário os recordeis com gratidão e olheis para eles como guias iluminados e seguros do vosso caminho espiritual e da vossa actividade apostólica.
...Falando de Santo Inácio não posso deixar de recordar São Francisco Xavier, do qual no passado dia 7 de Abril se celebrou o quinto centenário do nascimento: não só a sua história se entrelaçou durante longos anos entre Paris e Roma, mas um único desejo poder-se-ia dizer, uma única paixão os moveu e amparou nas suas diferentes vicissitudes humanas: a paixão de conferir a Deus-Trindade uma glória sempre maior e de trabalhar pelo anúncio do Evangelho de Cristo aos povos que o ignoravam. São Francisco Xavier, que o meu predecessor Pio XI de venerada memória proclamou "padroeiro das Missões católicas", sentiu como sua a missão de "abrir novos caminhos" ao Evangelho "no imenso continente asiático". O seu apostolado no Oriente durou apenas dez anos, mas a sua fecundidade revelou-se admirável nos quatro séculos e meio de vida da Companhia de Jesus, porque o seu exemplo suscitou entre os jovens jesuítas muitíssimas vocações missionárias, e ainda hoje ele permanece uma chamada para que se continue a acção missionária nos grandes Países do continente asiático.

Queridos Padres e Irmãos da Companhia, hoje vós olhais com particular devoção para a Bem-Aventurada Virgem Maria, recordando que a 22 de Abril de 1541 Ignácio e os seus primeiros companheiros emitiram os votos solenes diante da imagem de Maria na Basílica de São Paulo fora dos Muros..."

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI  AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DO JAPÃO, 15 de Dezembro de 2007
"Queridos Irmãos Bispos
"No ano passado, a Igreja celebrou com grande alegria o 500º aniversário do nascimento de São Francisco Xavier, Apóstolo do Japão. Uno-me a vós, ao dar graças a Deus pela obra missionária que ele levou a cabo na vossa terra, e pelas sementes da fé cristã que semeou no período da primeira evangelização do Japão. A necessidade de proclamar Cristo corajosamente constitui uma prioridade permanente para a Igreja; com efeito, trata-se de um solene dever que lhe foi confiado por Cristo, que se uniu aos Apóstolos para "ir pelo mundo inteiro e proclamar o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16, 15). ...confio todos vós e os vossos sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis leigos à intercessão de São Francisco Xavier e dos mártires do Japão, concedo-vos cordialmente a Bênção apostólica como penhor de júbilo e de paz no Senhor."

* PAPA FRANCISCO
"Fiéis se emocionam com a escolha do novo papa (13/03/2013)
Cidade do Vaticano - O novo papa da Igreja Católica é o argentino Jorge Mario Bergoglio, jesuíta de 76 anos. Ele adotou o nome Francisco. O arcebispo do Rio, d. Orani, disse acreditar que a escolha do nome pode ser uma homenagem a São Francisco de Assis, pela simplicidade, e também a São Francisco Xavier, que foi jesuíta como o novo papa.

trecho da homilia do papa Francisco no dia 31 de julho de 2014 - Igreja de Gesu em Roma.
"Eu sempre gostei de pensar no ocaso do jesuíta, quando um jesuíta termina a sua vida, quando se põe. E sempre me veem dois ícones desse ocaso do jesuíta: uma clássica, a de São Francisco Xavier, olhando para a China. A arte retratou tantas vezes esse ocaso, esse final de Xavier. A literatura também, naquela bela peça de Pemán. No fim, sem nada, mas diante do Senhor; isso faz bem a mim, pensar nisso".
Ao término da missa, o papa foi prestar homenagem e uma oração diante dos altares de Santo Inácio e deSão Francisco Xavier, na Capela da Madonna della Strada

catequese do Papa - 03/12/2014 - Papa Francisco
"...Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Hoje celebramos a memória de São Francisco Xavier, Padroeiro das Missões. Queridos jovens... o seu vigor espiritual vos estimule a levar a sério a fé na vossa vida; a sua confiança em Cristo Salvador vos sustente, amados doentes, nos momentos de maior dificuldade; e a sua dedicação apostólica vos recorde, caríssimos recém-casados, a necessidade da entrega recíproca na relação conjugal. Que Deus abençoe todos!..."