segunda-feira, 6 de agosto de 2018

São Francisco Xavier enfrentando os temíveis Badegás


No passado, como em toda a sociedade onde o homem atuava e, especialmente na Índia, o ser humano não bastava a si próprio e olhava o próximo como fonte de ganho pela força, assegurando os bens do próximo, suas terras, seus planos, suas aquisições, suas conquistas e, se possível fosse, seu pensamento. Hoje nós sabemos que não podemos julgar o homem de outros tempos à luz da nossa experiência. Daí as desavenças, os desentendimentos, o confronto e, favorecido pelas inúmeras castas existentes, finalmente, a guerra de fato.
Está citado no Livro do Eclesiástico, capítulo 3: “Os pensamentos dos homens são tão numerosos como as imaginações perversas que os seduzem”.
Os badegás eram um povo guerreiro, porém ignorante e preconceituoso, habitando uma sociedade de castas. Com certa frequência, montados em elefantes, atacavam os pescadores do Cabo Camorim, lançando flechas envenenadas e incendiando suas casas. Não aceitavam os paravás por considerar uma raça inferior. Roubavam seus pertences e escravizavam suas mulheres e filhas.  Os paravás era uma casta inferior que sobreviviam da pesca de pérolas no Cabo Camorim. Os badegás não faziam distinção de ninguém e matavam famílias inteiras. Muitos conseguiam fugir e os que permaneciam ilesos eram levados prisioneiros. Outros que sobreviviam eram empurrados para os desfiladeiros junto ao mar e acabavam morrendo de fome e sede. Inúmeras vezes, Xavier protestou duro junto ao governador geral porém, o interesse político em deixar tudo como estava, sobrepujava o da missão.
Arrumando seus pertences na sacola para retornar a Meliapur, Xavier foi interrompido por um mensageiro implorando alterar sua missão e correr em socorro dos paravás e se dirigir urgente à Costa da Pescaria.
– Os badegás estão encurralando os paravás para os rochedos do mar onde estão morrendo de sede e fome.
O jesuíta decidiu dar um basta. Agiu rápido, arrecadando mantimentos suficientes junto aos mais ricos que não tinham condições de negar nada a ele.  Contra o desejo de todos que imploravam para Xavier não ir e ser morto, ele abarrotando uma flotilha de 20 fustas alugadas e com alimentos, foi acompanhado de alguns cristãos corajosos prontos para morrer, se necessário fosse.
Enfrentou durante oito dias o mar encapelado no estreito entre a ilha de Ceilão com o Cabo Camorim; a flotilha foi arrastada pela correnteza 10 milhas norte, tendo que descarregar as fustas e regressar por terra, com ajuda de poucos escravos contratados, carregando com dificuldade o peso das compras.   Enquanto isso os paravás continuavam morrendo de fome e sede, alguns se atiravam ao mar em desespero.  Xavier orando, se ajoelha no chão, suplica a Deus, por certo relembrando-se do salmo 26:
O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança”.
Nas paradas para descanso e, foram muitas, Xavier exausto pela caminhada difícil sobre a areia, adormeceu profundamente e sonhou. Acordou decidido, levantou-se e voltando para seu exército de Branca Leone que o acompanhava, exclamou:
– Segui-me, Deus é por nós.
Depois, avistando ao longe os inimigos, Xavier aproximou-se do grupo e, voltou-se para os companheiros e pediu para aguardá-lo. Caminhou sozinho para o encontro com os badegás e a morte, se necessário fosse.
Nesse instante, Deus tratou de bloquear os olhos de todos os guerreiros.  A primeira linha de infantaria montada em elefantes fica indecisa, vendo um gigante ameaçador de 4 metros se aproximar com o braço direito estendido e crucifixo na mão, com os olhos cuspindo fogo e se apavoram.  Os mais valentes ameaçam um passo à frente, mas acabam retornando com o recrudescimento de Xavier.  Na correria esmagam alguns companheiros vindos detrás.  A maioria se precipita uns sobre os outros e fogem. A partir de então nunca mais os paravás foram torturados e roubados pelos badegás. A simples menção de seu nome impunha pavor nos badegás, mesmo quando ele já estava em missão no Japão.
Colaboração: Ubirajara de Carvalho 
Site: paroquiasfxavier.

terça-feira, 6 de março de 2018

São Francisco Xavier, o santo milagreiro

A igreja e os milagres de São Francisco Xavier Em 1622, quando Gregório XV no consistório privado propôs aos cardeais que Francisco Xavier fosse canonizado, disse: “Tanto quanto a santidade da vida,  a  reputação dos milagres e o desejo do povo concorreram no  julgamento deste  homem extraordinário, o verdadeiro apóstolo das Índias, deixando  claro que deveria ser elevado à honra da santidade”. Os cardeais presentes deram seu julgamento por escrito, relatando quando Francisco Xavier deveria ser canonizado.  A maioria dos votos tinha somente um parágrafo, contando menos de cinquenta palavras cada um deles.  Todas as súmulas dos cardeais, incrivelmente, faziam menção a seus “claritudo mira culorum” como um sinal seguro do desejo do espírito santo, ver Francisco Xavier elevado à santidade. Na bula de canonização assinada por Urbano VIII em 6 de agosto de 1623, os milagres de São Francisco Xavier estão contidos em dezenove páginas do documento papal. Com relação aos fenômenos ocorridos durante sua vida santificada, o papa disse: “Ele foi enriquecido com um carisma apostólico”. A evidência de seu apostolado foi manifestada em sinais e prodígios.  Nos arquivos, os pesquisadores relatam existir uma descrição cuidadosa de cada um dos milagres na vida de São Francisco Xavier. Os biógrafos e estudiosos referem-se aos primeiros fenômenos citados no documento, mencionando a frequência com que ele era tocado em êxtase,  levitava durante a celebração da missa,  bem como a dificuldade que tinha em retornar ao seu estado normal de consciência quando meditava.  Impressionados ficavam todos ao tomar conhecimento da iluminação que irradiava em seu corpo toda vez que se ajoelhava e mergulhava em oração, particularmente, à noite quando ao recolher-se para descansar. Ubirajara de Carvalho (MESC e Membro do Apostolado da Oração)

quinta-feira, 1 de março de 2018

Novena da Graça de São Francisco Xavier

São Francisco Xavier, rogai por nós! Começa hoje a Novena de S. Francisco Xavier, nove dias de oração especial, preparando a sua festa, a 3 de Dezembro. História da “Novena da Graça”a São Francisco Xavier Os prodígios realizados pelo “Apóstolo das Índias” durante a vida não terminaram com a sua morte. Tanto os que o invocam diante do seu corpo que se mantém incorrupto desde há quatro séculos e meio, na Igreja do Bom Jesus de Goa (Índia), como os que, em todo o mundo, imploram a sua intercessão junto de Deus, continuam a sentir os efeitos da sua protecção. A Novena da Graça, dirigida a São Francisco Xavier, tornou-se famosa. 1.- Origem da Novena da Graça. Em Dezembro de 1633, o Padre Marcello Mastrilli, jovem jesuíta, estando já sem esperança de vida, foi consolado várias vezes com a visita de São Francisco Xavier, que, numa aparição, a 3 de Janeiro de 1634, lhe deu instantaneamente a saúde e lhe pre-anunciou a morte gloriosa, que pela fé haveria de vir a ter no Japão. A notícia deste milagre divulgou-se rapidamente não só na Itália, mas em toda a Europa, sobretudo em França, Espanha e Portugal e, a partir daí, em todo o mundo. Por um sentimento de confiança no poder e bondade do grande Apóstolo das Índias, começaram os fiéis a invocá-lo por meio de uma novena, cuja eficácia a tornou famosa com o nome de “Novena da Graça”. Segundo o Padre Marcello Mastrilli, foram estas as palavras do Santo: “Todas aquelas pessoas que implorarem a minha ajuda, diariamente e por nove dias seguidos, de 4 a 12 de Março, e, num desses dias, receberem dignamente os sacramentos da Reconciliação e da Sagrada Comunhão, hão-de experimentar a minha protecção e podem esperar, com toda a confiança, que obterão de Deus qualquer graça que pedirem, para bem das suas almas ou para a glória de Deus”. 2.- Datas da Novena da Graça. Costuma fazer-se de 3 a 12 de Março, por este último dia ser o aniversário da sua canonização. Mas pode fazer-se também de 24 de Novembro a 3 de Dezembro (Festa do Santo), ou em qualquer outra época do ano e mais de uma vez, lucrando-se contudo somente duas vezes as indulgências concedidas pelos Papas. 3.- Indulgências. Em 23 de Março de 1904, o Papa São Pio X declarou que esta Novena da Graça se poderia fazer em qualquer parte, por todos os fiéis, duas vezes por ano; e que, ou fosse em público ou em privado, podiam ganhar-se indulgências, aplicáveis às almas do purgatório, orando pelas intenções do Santo Padre. Novena da Graça - Em nome do Pai... - Deus, vinde em nosso auxílio: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos! - Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo: Como era no princípio, agora e sempre. Ámen. Oração: Ó glorioso e amabilíssimo São Francisco Xavier, convosco adoro humildemente a Divina Majestade e lhe dou infinitos louvores pelos singularíssimos dons de graça que vos concedeu durante a vida e de glória depois da morte; e peço-vos com todo o coração que me alcanceis a preciosíssima graça de viver e morrer santamente. Peço-vos também... (pede-se aqui a graça desejada). E, se isto não é para a maior glória de Deus e bem da minha alma, alcançai-me o que a uma e outro for mais conforme. Assim seja. – PN, AM e GP (pelas intenções do Santo Padre). - Rogai por nós, São Francisco Xavier, - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Oremos: Ó Deus, que, por meio da pregação e milagres de São Francisco Xavier, vos dignastes trazer ao seio da vossa Igreja os gentios do Oriente, concedei-nos que imitemos as virtudes daquele cujos gloriosos merecimentos veneramos. Por Cristo, Senhor nosso. Ámen. Oração composta e recitada por São Francisco Xavier Eterno Deus, Criador de todas as coisas, lembrai-vos que as almas dos gentios são obra das vossas mãos e criadas à vossa imagem e semelhança. Lembrai-Vos que Jesus Cristo, vosso Filho, sofreu por sua salvação morte atrocíssima. Não permitais, pois, que o vosso divino Filho seja por mais tempo desprezado pelos infiéis e pecadores; mas antes, aplacado pelas orações dos vossos escolhidos e da Igreja, esposa do vosso benditíssimo Filho, recordai-Vos da vossa misericórdia e, esquecendo a sua idolatria e infidelidade, fazei que também eles conheçam e amem a Jesus Cristo, nosso Senhor, que é nossa saúde, vida e ressurreição, pelo qual fomos salvos e livres, e a quem seja dada glória por todos os séculos dos séculos. Ámen.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Conselhos de são Francisco Xavier retirados de suas cartas

Fragmentos de cartas de São Francisco Xavier (1506 – 1552) 1. Confiança em Deus: – “Deixar de confiar em Deus seria uma coisa muito mais terrível do que qualquer mal físico” – (Carta sobre viagem marítima, ameaçada por tempestades e piratas, rumo a China).  – “Tenho sempre na minha mente e ante os meus olhos algumas palavras que ouvi nosso padre Inácio repetir, que nós devemos nos esforçar muito para conquistar-nos a nós mesmos, e tirar de nossos corações qualquer medo ou ansiedade que possa impedir o crescimento da confiança em Deus.   Há uma grande diferença, também, entre o homem que confia em Deus quando tem tudo o que precisa, e aquele que confia em Deus quando nada possui. Também, uma coisa é confiar em Deus quando a vida está segura, livre de perigos, e outra quando há perigo iminente de destruição. Penso que aqueles que vivem em perigo contínuo de morte chegarão a se cansar desta vida e desejar morrer para estarem sempre com Deus no Céu, porque nossa presente condição mortal é, na verdade, somente uma morte contínua, um exílio da glória para a qual fomos criados”  –  (Carta para jesuítas da Europa). 2. Como obter a humildade: “Em todos os caminhos da vida procura e deseja ser humilhado e tratado como alguém sem importância alguma, porque sem a verdadeira humildade nunca conseguirá crescer espiritualmente ou ajudar o próximo, ser aprovado pelos santos, agradar a Deus ou perseverar nesta menor Companhia (os Jesuitas), a qual não pode tolerar homens orgulhosos e arrogantes, apegados às suas próprias opiniões e dignidade pessoal; pois tais pessoas nunca fazem bem ou ajudam outras pessoas” – (Carta a um noviço jesuíta). 3. Uma advertência: “Cuidado com as pessoas que falam para você sobre suas necessidades físicas mais do que sobre suas necessidades espirituais” –  (Carta ao jesuíta Gaspar Berze). 4. Ciúmes entre cristãos ? “Um diz:  Eu o faço, e outro: Não, deixe eu fazê-lo; e um terceiro: Porque não vou fazê-lo, não quero olhar você procurando fazê-lo. E há mais outros que dizem: Eu faço todo o trabalho e a outra pessoa é que recebe gratidão e recompensa. E assim o tempo passa, cada um procurando sua própria vantagem, e o serviço de Deus não é feito” –  (Carta ao rei João III de Portugal).

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Sinal da Cruz

Pelo sinal ✠ da Santa Cruz, livre-nos Deus ✠ Nosso Senhor, dos nosso inimigos. Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. ✠Amém.

Pai Nosso

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome; venha a Nós o Vosso Reino; seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Avé Maria

Avé Maria cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte. Amém.

Glória

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, é agora e sempre será, pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração ao Divino Espírito Santo

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor.
V. Senhor, enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
R. E renovareis a face da Terra.

Oremos,
Ó Deus, que instruistes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que por este mesmo Espírito saibamos o que é recto e gozemos sempre da Sua consolação.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Angelus (Anjo do Senhor)

(às seis da manhã, ao meio-dia e às seis da tarde)

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Avé Maria cheia de graça... etc.

V. Eis aqui a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra.
Avé Maria...

V. E o Verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.
Avé Maria...

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
V. Oremos: Infundi, Senhor, Vos pedimos, a Vossa graça em nossas almas, a fim de que nós, que conhecemos pela Anunciação do Anjo a Encarnação de Jesus Cristo, Vosso Filho, sejamos pela Sua Paixão e Cruz, levados à glória da Ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.

V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,

R. Assim como era no princípio, é agora e sempre será, pelos séculos dos séculos. Amém. (três vezes)

Salvé Rainha

Salvé Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salvé! A vós bradamos, os degradados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois este desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Ao Arcanjo São Miguel (oração abreviada)

Artigo: A Oração do Papa Leão XIII a São Miguel

São Miguel Arcanjo defendei-nos neste combate; sede nosso auxílio contra as malícias e insidias do demónio; que Deus lhe impere, humilde e instantemente o suplicamos, e vós, ó Príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no Inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam por este mundo pela perdição das almas.

V. Sacratíssimo Coração de Jesus,
R. Tende piedade de nós. (três vezes)

Ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor,
Meu zeloso guardador,
Pois que a ti me confiou a piedade divina,
Sempre me rege, guarda, governa e ilumina.

Confiteor (Eu Confesso)

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso,  e a vós, irmãos e irmãs  , que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa e minha tão grande culpa. Portanto peço e rogo, à Bem-aventurada sempre Virgem Maria,  aos anjos, , a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor. Amém.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Oração a são Francisco Xavier




    Oração a São Francisco Xavier : 
    Senhor, pelos méritos de São Francisco Xavier, concedei-me o dom do desassombro para levar a Vossa Palavra aos que a mim confiastes. Dai-me firmeza na fé, piedade na oração e que cada vez mais eu encontre alegria em testemunhar Vossas maravilhas. Amém.

    sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

    Dom Murilo, Arc. Salvador, fala sobre São Francisco Xavier

    PREFÁCIO Francisco Xavier: protetor e modelo A história da Igreja é marcada pela presença de homens e mulheres extraordinários, que compreenderam as exigências do Evangelho e dedicaram sua vida a levar o nome e a mensagem de Cristo por toda a parte. Símbolo desses entusiastas evangelizadores é o apóstolo Paulo, que vivia em função de sua convicção: Deus não nos ama porque somos bons; Ele nos ama porque Ele próprio é bom. Seu amor é uma chama que nos devora como febre e nos estimula a amá-lo sobre todas as coisas, e a amar o próximo como a nós mesmos. No seguimento de Cristo, descobrimos que em cada pessoa é Cristo que está presente. Tendo feito a experiência do amor de Deus, Paulo sentiu uma necessidade irresistível de levar a outros a experiência que ele próprio havia feito, a ponto de exclamar: “Ai de mim se eu não anunciar o evangelho” (1Cor 9,16). Diante da urgência da missão evangelizadora, aceitava prisões, perseguições, fome, nudez, calúnias, etc. Lendo a vida de São Francisco Xavier, percebemos que também ele era dominado por um fogo que o consumia e o levava a enfrentar toda e qualquer dificuldade. Para o santo espanhol, importante era que Cristo se tornasse conhecido, mesmo que, para isso, fosse preciso dar a vida. E ele a deu. É pedida aos cristãos de hoje, e particularmente a nós, da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a coragem de Francisco Xavier. Se o temos como padroeiro, não é somente para obtermos sua intercessão junto a Cristo, mas também para adquirirmos seu entusiasmo apostólico. Como ele, também nós somos chamados a enfrentar ambientes difíceis – ambientes, contudo, que precisam ser iluminados pela luz do Evangelho. Como Francisco Xavier, padroeiro da cidade de São Salvador da Bahia, é necessário empregar nossa imaginação e criatividade para que o Evangelho chegue a todos, numa linguagem que atinja o homem moderno, envolvido pela cultura urbana. Em outras palavras, cabe-nos anunciar Jesus Cristo e convidar o povo a converter-se; formar comunidades que escutem a Palavra de Deus e estejam unidas na oração e na Eucaristia. Para termos o ardor missionário de São Francisco Xavier, precisamos conhecer sua vida, seu caminho espiritual e as grandes linhas que orientaram seus passos. O esforço do Sr. Francisco Lessa Ribeiro, autor de São Francisco Xavier, Milagroso Padroeiro da Cidade do Salvador, vai nessa linha. Que muitos, descobrindo que Cristo é o único salvador de todos, e o único capaz de nos revelar e nos conduzir a Deus, possam, como Francisco Xavier, se convencer de que “muitos deixam de se fazer cristãos nestas terras por não haver quem se ocupe em tão pias e santas obras”. Dom Murilo S.R.Krieger, scj Arcebispo de São Salvador da Bahia

    terça-feira, 16 de janeiro de 2018

    Hino de São Francisco Xavier: "Sou Francisco Xavier..."

    Ao olhar pra Tua cruz meu coração estremecia, que amor tão grande aquele eu meditava todo dia. Mas o tempo foi passando e da cruz eu me esqueci, fui buscar outras riquezas, muitas coisas aprendi.
    Mas o meu amigo Inácio quis Francisco inquietar, que adianta ter o mundo e sua alma não salvar. (bis)
    E então me decidi Seu amor me convenceu, vi na dor do meu irmão aquele doce olhar que é Teu. Fui capaz de ir ao mundo, foi Seu reino que busquei e Jesus foi minha força, a sua cruz eu carreguei.
    Mas então amigo Inácio a verdade eu procurei, eu deixei de ter o mundo, muitas almas eu ganhei. (bis)
    E por causa deste reino percorri Índia e Japão e contei mesmo no mundo só com Deus a proteção, dos doentes eu cuidei, suas chagas eu beijei e bem longe, muito longe o Evangelho eu preguei.
    Esta é a minha história, sou Francisco Xavier, posso ter perdido o mundo, mas não perdi a fé. (bis)
    Autor Desconhecido

    segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

    Bênção com as relíquias de São Francisco Xavier



    Em 1614, após 62 anos de sua morte, o braço direito do jesuíta São Francisco Xavier, responsável por centenas e milhares de batismos e curas, foi separado do corpo e enviado para a igreja dos Jesuítas em Roma. Era necessário ter uma prova física de que o corpo não estava se deteriorando, pois faria parte de seu processo de beatificação. Atendeu-se ao pedido do Geral da Companhia de Jesus, jesuíta Claudio Acquaviva.
    Na ocasião da separação, escorreu sangue vivo e fluído. Posteriormente, o úmero (osso longo do braço superior) foi separado e enviado para a Igreja de São Francisco Xavier em Coloane e daí para a Igreja de São José em Macau, onde se encontra em exposição até hoje.
    Outras relíquias foram distribuídas e podem ser encontradas no Japão e cidades de Macau, Cochim e Rio de Janeiro. Órgãos internos contidos em relicários, foram distribuídos e doados a diferentes Igrejas em outros países.  A cada 10 anos, o corpo incorrupto do santo é exposto durante 40 dias. A última vez ocorreu em 2014 no período entre 22 de novembro e 4 de janeiro, quando dois milhões de devotos visitaram-no.  Foi a 17ª vez que a exposição ocorreu. Presume-se que a próxima ocorrerá em 2024, porém levando em conta que 400 anos de canonização ocorrerá em 2022, é possível que haja nova exposição.
    Mais recentemente, o arcebispo de Ottawa, Canadá (D. Terrence Prendesgast) fez um apelo a Roma e parte do braço direito contido em um estojo de ouro com vidro de segurança, encerrado em uma mala especial com espuma e acrílico foi enviado ao Canada. Atualmente, está em peregrinação por 14 cidades de população católica, devendo retornar a Roma após 40 dias. Nesta viagem, a primeira realizada fora do continente europeu, a relíquia foi acompanhada do padre Francis Kolarcik, Reitor do Instituto Pontifício em Roma.  A relíquia viajou como um ser vivo, acomodada em poltrona da primeira classe em avião da Air Canadá, e está sendo exposta, devendo retornar a Roma logo após 2 de fevereiro. Há notícias que curas e milagres tem ocorrido nas cidades por onde tem passado.
    Em 1952, a comunidade católica de Malaca decidiu doar uma estátua em mármore na frente da igreja Madre de Deus, comemorando a passagem de 400 anos do jesuíta por lá. Hoje, ao observar o monumento, verifica-se a falta de parte do braço direito do santo. Eis a razão:
    A escultura de São Francisco Xavier foi instalada no local, quando no dia seguinte, ocorreu um forte temporal, provocando a queda de uma pesada árvore sobre ela, arrancando, parcialmente, o braço direito e assim foi deixado até hoje. Possivelmente, uma prova que o céu desejava chamar atenção para seu corpo sepultado onde o santo se encontra sem o braço direito.
    Nossa paróquia possui um fragmento ósseo do referido braço que é exibido, mensalmente, todo dia 3 (três) de cada mês na Missa aos enfermos e idosos, quando é realizada a benção com a relíquia mencionada.
    Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração).