quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Conselhos de são Francisco Xavier retirados de suas cartas

Fragmentos de cartas de São Francisco Xavier (1506 – 1552) 1. Confiança em Deus: – “Deixar de confiar em Deus seria uma coisa muito mais terrível do que qualquer mal físico” – (Carta sobre viagem marítima, ameaçada por tempestades e piratas, rumo a China).  – “Tenho sempre na minha mente e ante os meus olhos algumas palavras que ouvi nosso padre Inácio repetir, que nós devemos nos esforçar muito para conquistar-nos a nós mesmos, e tirar de nossos corações qualquer medo ou ansiedade que possa impedir o crescimento da confiança em Deus.   Há uma grande diferença, também, entre o homem que confia em Deus quando tem tudo o que precisa, e aquele que confia em Deus quando nada possui. Também, uma coisa é confiar em Deus quando a vida está segura, livre de perigos, e outra quando há perigo iminente de destruição. Penso que aqueles que vivem em perigo contínuo de morte chegarão a se cansar desta vida e desejar morrer para estarem sempre com Deus no Céu, porque nossa presente condição mortal é, na verdade, somente uma morte contínua, um exílio da glória para a qual fomos criados”  –  (Carta para jesuítas da Europa). 2. Como obter a humildade: “Em todos os caminhos da vida procura e deseja ser humilhado e tratado como alguém sem importância alguma, porque sem a verdadeira humildade nunca conseguirá crescer espiritualmente ou ajudar o próximo, ser aprovado pelos santos, agradar a Deus ou perseverar nesta menor Companhia (os Jesuitas), a qual não pode tolerar homens orgulhosos e arrogantes, apegados às suas próprias opiniões e dignidade pessoal; pois tais pessoas nunca fazem bem ou ajudam outras pessoas” – (Carta a um noviço jesuíta). 3. Uma advertência: “Cuidado com as pessoas que falam para você sobre suas necessidades físicas mais do que sobre suas necessidades espirituais” –  (Carta ao jesuíta Gaspar Berze). 4. Ciúmes entre cristãos ? “Um diz:  Eu o faço, e outro: Não, deixe eu fazê-lo; e um terceiro: Porque não vou fazê-lo, não quero olhar você procurando fazê-lo. E há mais outros que dizem: Eu faço todo o trabalho e a outra pessoa é que recebe gratidão e recompensa. E assim o tempo passa, cada um procurando sua própria vantagem, e o serviço de Deus não é feito” –  (Carta ao rei João III de Portugal).

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Sinal da Cruz

Pelo sinal ✠ da Santa Cruz, livre-nos Deus ✠ Nosso Senhor, dos nosso inimigos. Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. ✠Amém.

Pai Nosso

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome; venha a Nós o Vosso Reino; seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Avé Maria

Avé Maria cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte. Amém.

Glória

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, é agora e sempre será, pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração ao Divino Espírito Santo

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor.
V. Senhor, enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
R. E renovareis a face da Terra.

Oremos,
Ó Deus, que instruistes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que por este mesmo Espírito saibamos o que é recto e gozemos sempre da Sua consolação.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Angelus (Anjo do Senhor)

(às seis da manhã, ao meio-dia e às seis da tarde)

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Avé Maria cheia de graça... etc.

V. Eis aqui a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra.
Avé Maria...

V. E o Verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.
Avé Maria...

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
V. Oremos: Infundi, Senhor, Vos pedimos, a Vossa graça em nossas almas, a fim de que nós, que conhecemos pela Anunciação do Anjo a Encarnação de Jesus Cristo, Vosso Filho, sejamos pela Sua Paixão e Cruz, levados à glória da Ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.

V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,

R. Assim como era no princípio, é agora e sempre será, pelos séculos dos séculos. Amém. (três vezes)

Salvé Rainha

Salvé Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salvé! A vós bradamos, os degradados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois este desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Ao Arcanjo São Miguel (oração abreviada)

Artigo: A Oração do Papa Leão XIII a São Miguel

São Miguel Arcanjo defendei-nos neste combate; sede nosso auxílio contra as malícias e insidias do demónio; que Deus lhe impere, humilde e instantemente o suplicamos, e vós, ó Príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no Inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam por este mundo pela perdição das almas.

V. Sacratíssimo Coração de Jesus,
R. Tende piedade de nós. (três vezes)

Ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor,
Meu zeloso guardador,
Pois que a ti me confiou a piedade divina,
Sempre me rege, guarda, governa e ilumina.

Confiteor (Eu Confesso)

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso,  e a vós, irmãos e irmãs  , que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa e minha tão grande culpa. Portanto peço e rogo, à Bem-aventurada sempre Virgem Maria,  aos anjos, , a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor. Amém.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Oração a são Francisco Xavier




    Oração a São Francisco Xavier : 
    Senhor, pelos méritos de São Francisco Xavier, concedei-me o dom do desassombro para levar a Vossa Palavra aos que a mim confiastes. Dai-me firmeza na fé, piedade na oração e que cada vez mais eu encontre alegria em testemunhar Vossas maravilhas. Amém.

    sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

    Dom Murilo, Arc. Salvador, fala sobre São Francisco Xavier

    PREFÁCIO Francisco Xavier: protetor e modelo A história da Igreja é marcada pela presença de homens e mulheres extraordinários, que compreenderam as exigências do Evangelho e dedicaram sua vida a levar o nome e a mensagem de Cristo por toda a parte. Símbolo desses entusiastas evangelizadores é o apóstolo Paulo, que vivia em função de sua convicção: Deus não nos ama porque somos bons; Ele nos ama porque Ele próprio é bom. Seu amor é uma chama que nos devora como febre e nos estimula a amá-lo sobre todas as coisas, e a amar o próximo como a nós mesmos. No seguimento de Cristo, descobrimos que em cada pessoa é Cristo que está presente. Tendo feito a experiência do amor de Deus, Paulo sentiu uma necessidade irresistível de levar a outros a experiência que ele próprio havia feito, a ponto de exclamar: “Ai de mim se eu não anunciar o evangelho” (1Cor 9,16). Diante da urgência da missão evangelizadora, aceitava prisões, perseguições, fome, nudez, calúnias, etc. Lendo a vida de São Francisco Xavier, percebemos que também ele era dominado por um fogo que o consumia e o levava a enfrentar toda e qualquer dificuldade. Para o santo espanhol, importante era que Cristo se tornasse conhecido, mesmo que, para isso, fosse preciso dar a vida. E ele a deu. É pedida aos cristãos de hoje, e particularmente a nós, da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a coragem de Francisco Xavier. Se o temos como padroeiro, não é somente para obtermos sua intercessão junto a Cristo, mas também para adquirirmos seu entusiasmo apostólico. Como ele, também nós somos chamados a enfrentar ambientes difíceis – ambientes, contudo, que precisam ser iluminados pela luz do Evangelho. Como Francisco Xavier, padroeiro da cidade de São Salvador da Bahia, é necessário empregar nossa imaginação e criatividade para que o Evangelho chegue a todos, numa linguagem que atinja o homem moderno, envolvido pela cultura urbana. Em outras palavras, cabe-nos anunciar Jesus Cristo e convidar o povo a converter-se; formar comunidades que escutem a Palavra de Deus e estejam unidas na oração e na Eucaristia. Para termos o ardor missionário de São Francisco Xavier, precisamos conhecer sua vida, seu caminho espiritual e as grandes linhas que orientaram seus passos. O esforço do Sr. Francisco Lessa Ribeiro, autor de São Francisco Xavier, Milagroso Padroeiro da Cidade do Salvador, vai nessa linha. Que muitos, descobrindo que Cristo é o único salvador de todos, e o único capaz de nos revelar e nos conduzir a Deus, possam, como Francisco Xavier, se convencer de que “muitos deixam de se fazer cristãos nestas terras por não haver quem se ocupe em tão pias e santas obras”. Dom Murilo S.R.Krieger, scj Arcebispo de São Salvador da Bahia

    terça-feira, 16 de janeiro de 2018

    Hino de São Francisco Xavier: "Sou Francisco Xavier..."

    Ao olhar pra Tua cruz meu coração estremecia, que amor tão grande aquele eu meditava todo dia. Mas o tempo foi passando e da cruz eu me esqueci, fui buscar outras riquezas, muitas coisas aprendi.
    Mas o meu amigo Inácio quis Francisco inquietar, que adianta ter o mundo e sua alma não salvar. (bis)
    E então me decidi Seu amor me convenceu, vi na dor do meu irmão aquele doce olhar que é Teu. Fui capaz de ir ao mundo, foi Seu reino que busquei e Jesus foi minha força, a sua cruz eu carreguei.
    Mas então amigo Inácio a verdade eu procurei, eu deixei de ter o mundo, muitas almas eu ganhei. (bis)
    E por causa deste reino percorri Índia e Japão e contei mesmo no mundo só com Deus a proteção, dos doentes eu cuidei, suas chagas eu beijei e bem longe, muito longe o Evangelho eu preguei.
    Esta é a minha história, sou Francisco Xavier, posso ter perdido o mundo, mas não perdi a fé. (bis)
    Autor Desconhecido

    segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

    Bênção com as relíquias de São Francisco Xavier



    Em 1614, após 62 anos de sua morte, o braço direito do jesuíta São Francisco Xavier, responsável por centenas e milhares de batismos e curas, foi separado do corpo e enviado para a igreja dos Jesuítas em Roma. Era necessário ter uma prova física de que o corpo não estava se deteriorando, pois faria parte de seu processo de beatificação. Atendeu-se ao pedido do Geral da Companhia de Jesus, jesuíta Claudio Acquaviva.
    Na ocasião da separação, escorreu sangue vivo e fluído. Posteriormente, o úmero (osso longo do braço superior) foi separado e enviado para a Igreja de São Francisco Xavier em Coloane e daí para a Igreja de São José em Macau, onde se encontra em exposição até hoje.
    Outras relíquias foram distribuídas e podem ser encontradas no Japão e cidades de Macau, Cochim e Rio de Janeiro. Órgãos internos contidos em relicários, foram distribuídos e doados a diferentes Igrejas em outros países.  A cada 10 anos, o corpo incorrupto do santo é exposto durante 40 dias. A última vez ocorreu em 2014 no período entre 22 de novembro e 4 de janeiro, quando dois milhões de devotos visitaram-no.  Foi a 17ª vez que a exposição ocorreu. Presume-se que a próxima ocorrerá em 2024, porém levando em conta que 400 anos de canonização ocorrerá em 2022, é possível que haja nova exposição.
    Mais recentemente, o arcebispo de Ottawa, Canadá (D. Terrence Prendesgast) fez um apelo a Roma e parte do braço direito contido em um estojo de ouro com vidro de segurança, encerrado em uma mala especial com espuma e acrílico foi enviado ao Canada. Atualmente, está em peregrinação por 14 cidades de população católica, devendo retornar a Roma após 40 dias. Nesta viagem, a primeira realizada fora do continente europeu, a relíquia foi acompanhada do padre Francis Kolarcik, Reitor do Instituto Pontifício em Roma.  A relíquia viajou como um ser vivo, acomodada em poltrona da primeira classe em avião da Air Canadá, e está sendo exposta, devendo retornar a Roma logo após 2 de fevereiro. Há notícias que curas e milagres tem ocorrido nas cidades por onde tem passado.
    Em 1952, a comunidade católica de Malaca decidiu doar uma estátua em mármore na frente da igreja Madre de Deus, comemorando a passagem de 400 anos do jesuíta por lá. Hoje, ao observar o monumento, verifica-se a falta de parte do braço direito do santo. Eis a razão:
    A escultura de São Francisco Xavier foi instalada no local, quando no dia seguinte, ocorreu um forte temporal, provocando a queda de uma pesada árvore sobre ela, arrancando, parcialmente, o braço direito e assim foi deixado até hoje. Possivelmente, uma prova que o céu desejava chamar atenção para seu corpo sepultado onde o santo se encontra sem o braço direito.
    Nossa paróquia possui um fragmento ósseo do referido braço que é exibido, mensalmente, todo dia 3 (três) de cada mês na Missa aos enfermos e idosos, quando é realizada a benção com a relíquia mencionada.
    Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração).

    Frutos da missão de São Francisco Xavier na Ásia


    O Grão Mogol Akbar admirado com a fama dos milagres atribuídos ao missionário jesuíta na Ásia, mesmo sem tê-lo conhecido em vida, despachou um embaixador para Goa afim de ser informado acerca da doutrina de um Deus que operava milagres. O representante do imperador aproveitou para fazer seu pedido pessoal e, humildemente,  rogou para ver o túmulo do célebre padre das Índias.  Entrou no recinto, retirou antes os sapatos e se aproximou do jazigo. Inclinou-se  até tocar a fronte no piso. Presentes estavam todos os membros muçulmanos de sua comitiva  que, com respeito, acompanharam os gestos do embaixador.
    Atendendo o apelo do imperador,  o provincial de Goa  ordenou o jesuíta Rodolfo Acquaviva para a evangelização desse potentado. Ele era sobrinho do Geral de Companhia de Jesus, jesuíta Claudio Acquaviva e esta era sua primeira missão após chegar em Goa.  Chegou no império do Grão Mogol acompanhado de dois outros jesuítas e tiveram  boa acolhida, ficando hospedados no palácio. Apesar do entusiasmo do imperador, pressões externas em seu reino dificultaram a sua evangelização, fundamental para a conversão dos súditos. Na verdade eles criticavam a apostasia do imperador, simpático aos jesuítas o que dificultou os três anos de missão. Contra sua vontade o jesuíta Acquaviva teve de atender o provincial de Goa e retirou-se, deixando o imperador entristecido.
    Rodolfo Acquaviva  foi para Coculim, então nomeado superior da missão em Salsete, região ainda não catequizada embora conhecedora dos trabalhos de São Francisco Xavier.  Sabedores da vinda dos jesuítas os brâmanes e ganzaros incitaram o povo e acabaram matando os cinco jesuítas enquanto levantavam uma cruz no local da missão.
    Mas Deus faz acontecer diferente e em 1595  o jesuíta Jeronimo Xavier, aparentado de Francisco Xavier, lá esteve e ganhou a afeição do Grão-Mogol e seus súditos, tendo pregado o  evangelho em seu reino durante quase 10 anos.
    colaboração: Ubirajara de Carvalho

    domingo, 14 de janeiro de 2018

    Oração a São Francisco Xavier

    Ó Deus eterno, autor de todas as coisas, ajudai-nos a compreender a força que moveu o coração de São Francisco Xavier a uma entrega total a ti. Dai-nos a coragem, o vigor, a ousadia e a liberdade que fez Xavier atravessar fronteiras, levar teu nome, e assim, te fazer mais conhecido e mais amado. Recebe Senhor a vida da Companhia de teu Filho, vê o nosso desejo de cada vez mais sermos discípulos e missionários apaixonados mundo a fora. Dai-nos o vigor e o ardor que sentia Francisco, e leva-nos, envia-nos por caminhos e lugares que mais precisarem de TI. SÃO FRANCISCOM XAVIER, ROGAI POR NÓS.

    sábado, 30 de dezembro de 2017

    São Francisco Xavier foi o primeiro missionário no Japão

    greja Memorial a Francisco Xavier em Yamaguchi

    Conheça um pouco sobre a história de Japão Francisco Xavier, o primeiro missionário para difundir o cristianismo.
    Japão hoje é um pais xintoísta e budista, não havendo uma distinção clara de religião já que a maioria comemora tanto os costumes xintoístas (ex: Imperador japonês, finados de agosto) quanto os budistas (ex: velório e enterro).
    Apesar dos japoneses comemorarem o Natal e casarem em igrejas, são poucos os que adotam o cristianismo como religião, apesar de mais de 400 anos de história país.

    Francisco Xavier e a sua missão no Japão

    Retornado a época das grandes navegações, décadas após o descobrimento do Brasil em 1549. O missionário Francisco Xavier, cofundador da Companhia de Jesus em sua missão na Ásia, chegou em Satsuma, atual região de Kagoshima no sul do Japão, para iniciar a sua missão no Japão.
    Franciscus_de_Xabier
    Em 1550, Francisco encontrou-se em Yamaguchi com o Daimio Yoshitaka Ouchi (um senhor feudal poderoso na época) e acabou se desentendendo por negar a cultura de atos homossexuais, um costume comum entre os membros da elite.
    Quioto, 1551. O missionário tenta pedir a permissão do imperador japonês para poder pregar o cristianismo. Porém devido a guerra civil que o país se encontrava e por ter esquecido de levar um presente de visita, um ato de educação tradicional na hora de uma negociação no Japão, o encontro terminou sem sucesso.
    Francisco retornou novamente a Yamaguchi e agora sem esquecer de levar uma oferenda, o primeiro óculos da história do Japão, conseguiu a permissão de Yoshitaka para a sua missão na região. Com isso, o missionário recebeu um templo abandonado que logo se tornou a primeira igreja do Japão.
    O missionário andava com Yajiro (possivel pronúncia japonesa do seu nome de batismo, Angelo), um japonês cristão que ajudou em sua missão com a tradução.
    Como os japoneses procuravam manter boas relações com os portugueses devido ao comércio de armas de fogo, os missionários foram bem recebidos e nisso alguns senhores feudais se converteram ao cristianismo.
    Para uma fácil interpretação da bíblia, Yajiro traduziu o termo Deus como Dainichi, o sinônimo de Budda. O fato confundiu monges budistas, que convidaram o jesuíta para a Ceita.
    Francisco se surpreendeu com a inteligência e educação dos japoneses e como citado anteriormente, ficou assustado com o costume do homossexualismo dentro da sociedade, um ato comum na época.
    Após mais de 2 anos, o jesuíta resolve retornar a Índia dando término a sua jornada no Japão. 1 anos após a sua partida, em 1552, Francisco Xavier falece, sendo futuramente canonizado.

    Francisco Xavier hoje no Japão:

    O jesuíta foi um marco histórico para o cristianismo no Japão, tanto que hoje em Yamaguchi, onde começou a sua missão foi construída a Igreja Memorial de Xavier.
    Igreja Memorial a Francisco Xavier em Yamaguchi
    Igreja Memorial a Francisco Xavier em Yamaguchi
    Mesmo após a sua morte em 1552, o seu corpo continuou intocado e hoje é considerado o santo patrono dos missionários. Em 1619 foi beatificado pelo Papa Paulo V e canonizado pelo Papa Gregório XV em 1622.



    Assim foi a introdução do cristianismo no Japão, que futuramente resultaria no surgimento do conhecido Shiro Amakusa e de uma rebelião cristã contra o estado.

    São Francisco Xavier: Apóstolo do Oriente

    Francisco Xavier: Apóstolo do Oriente
    Por: DANIEL CEREZO, Missionário Comboniano

    Em 3 de Dezembro de 1552, São Francisco Xavier morria às portas da China, o seu grande sonho como evangelizador. Volvidos quatro séculos e meio, olhamos para a espantosa actividade missionária que consumiu a última década da sua vida e detectamos os sinais de uma modernidade que continua a interpelar-nos. Ao celebrarmos o 450º aniversário da morte de São Francisco Xavier e ao abordarmos esta figura missionária do Oriente, vale a pena sublinhar alguns aspectos da sua experiência missionária. Impressiona-nos o seu zelo apostólico, a sua capacidade de vencer as dificuldades e a sua criatividade missionária. Tudo isto, evidentemente, impregnado de uma admirável dose de fé. Mas fascina-me ainda mais constatar que, através das suas experiências e contextos missionários, se vai produzindo nele um processo de crescimento e transformação a nível humano, espiritual e missionário. A missão modifica Xavier, fá-lo crescer e amadurecer como missionário. E diante da mudança, não só não se amedronta como revela uma criatividade evangelizadora e uma audácia missionária dignas de encómio no contexto da sua época. Apóstolo na Índia Xavier inicia a sua actividade missionária ao ser solicitado e destinado pelo rei de Portugal D. João III para evangelizar os povos das Índias do Oriente, para onde embarca em 1541. Nos seus primeiros meses em Goa, Xavier serve-se de um método evangelizador em consonância com o ambiente colonial em voga. Não fora obra do acaso ter sido enviado com o beneplácito do rei. Tocava uma sineta pelas ruas e convidava as crianças para a catequese. Na ânsia de atrair todos a Cristo, durante os três anos que esteve na Índia realizou numerosas conversões. Nesta primeira etapa da sua vida sobressai a figura do apóstolo, caracterizada por uma actividade missionária frenética, com manifesto cariz sacramental.

    Embora a Índia vivesse num contexto de profunda religiosidade, concretizada de forma especial na tradição hindu, pouco se ligava a esse mundo. A finalidade era baptizar. De facto, ele fora enviado para evangelizar os «infiéis», estratégia missionária própria dessa época e da teologia então em voga, que fazia tábua rasa de todos os vestígios da cultura local, sobretudo das crenças religiosas. Baptizar era a meta e esta tinha de ser atingida a qualquer preço. Neste primeiro período da sua vida, Xavier concentra as suas energias na expansão do cristianismo, indiferente às realidades culturais e religiosas dos convertidos e da população entre a qual desenvolvia a sua actividade missionária. Mas bem cedo Xavier teve de enfrentar as dificuldades, tensões e perseguições dos reizetes locais, que perseguiam os recém-convertidos, e dos soldados portugueses, que, em vez de lhe serem de ajuda nas contendas, causavam mais problemas à actividade evangelizadora com os seus costumes depravados. Xavier apercebia-se das injustiças a que os povos indígenas eram submetidos e não tardou em se distanciar do poder colonial ou, pelo menos, levantar a voz diante dessa situação, dirigindo-se por carta ao rei de Portugal com palavras duras. Em Malaca e nas ilhas Molucas também consegue abundantes frutos apostólicos. Em Malaca teve um significativo encontro, em 1547, com um japonês chamado Anjiro.

    Depois disso, Xavier começa a sentir um grande interesse pelo Japão e sente desejo de aí levar a palavra de Deus. Ao sair da Índia, deixa a população católica entregue a outros missionários jesuítas. Nos seus primeiros passos no «sai da tua terra», a actividade missionária de Xavier ficou marcada pelo cariz colonial típico da época, não apenas na sua maneira de ver a missão, cuja finalidade era que «as almas dos infiéis se salvem do Inferno», mas também pelo facto de ter sido enviado com a protecção e beneplácito do poder mundano, representado pelo rei de Portugal. Discípulo no Japão Chegou ao Japão em 1549 com alguns jesuítas e os três primeiros japoneses baptizados em Goa. Um deles era Anjiro, fugido do seu país onde fora acusado de assassínio, e que se tornará a peça-chave na mudança do método e atitude evangelizadora de Xavier. Anjiro abrir-lhe-á os olhos diante da realidade de um mundo novo e diferente, onde os métodos missionários aplicados na Índia e em Goa não podiam ser usados. Xavier, longe de ignorar a cultura local e a religião xintoísta do Japão, não só mostra interesse como também desejo de aprender. É a época onde a figura do discípulo prevalece sobre a do apóstolo. Xavier mostra a sua admiração pelo Japão. É já um passo qualitativo na forma de ser missionário, em contraste com a mentalidade de então. É o tempo em que sobressai a figura do discípulo, que não sente só a necessidade de converter, mas primeiramente de abrir os olhos, escutar e aprender no contexto missionário em que vive. Dedica um ano inteiro ao estudo do japonês e a traduzir, pouco a pouco, com a ajuda de Anjiro, os trechos fundamentais da fé cristã, que depois lhe servirão para catequizar. Depois do estudo da língua começou a pregar e conseguiu algumas conversões, mas a hostilidade dos bonzos, que viam em Xavier um perigo e uma séria concorrência às suas alternativas religiosas, levou-o a abandonar a cidade. Dirigiu-se para o Centro do Japão e para algumas cidades do Sul, onde prosseguiu a pregação do Evangelho, formando pequenas comunidades cristãs. Após dois anos de permanência no país, outros missionários vieram prosseguir a sua acção evangelizadora. A passagem pelo Japão contribuiu para a mudança de estratégia e opções missionárias, descortinando aspectos que até então lhe eram desconhecidos. Descobre progressivamente ingredientes sem os quais seria impossível levar a cabo uma actividade missionária significativa e que 450 anos após a sua morte ainda permanecem actuais, ou seja: a paciência, uma vez que os resultados não apareciam com a mesma intensidade e rapidez que na Índia; a escuta e, portanto, o diálogo diante das perguntas que lhe faziam durante as lições de catequese e da necessidade de compreender a cultura local e de aprender a língua, coisa a que não estava acostumado na etapa anterior; e o testemunho de vida, que já havia manifestado na Índia, onde condenava os maus exemplos dos soldados portugueses, por se tornarem um entrave à sua acção apostólica. Místico na China Regressou a Goa e o seu pensamento começa a dirigir-se para a China, aonde planeia uma expedição com alguns dos seus colaboradores. No seu período japonês, ouvira falar do Império do Meio e convenceu-se de que o caminho para chegar ao coração do povo do Japão seria através da China, uma vez que o Japão, na sua maneira de ver, dependia culturalmente da China. Com o título de embaixador, outorgado pelo vice-rei da Índia, única forma de ter acesso à China, iniciou os preparativos. Mas a oposição de muita gente a tal desígnio, sobretudo por parte dos portugueses, fará com que a ideia pouco ultrapasse as intenções. Contudo, e apesar das advertências de que, se chegasse a entrar na China, o esperaria uma rigorosa prisão, Xavier não desiste da sua ideia. As dificuldades surgiram de todos os lados e o círculo dos seus colaboradores reduziu-se a um pequeno grupo, ou seja, aqueles que depois o enterraram na ilha de Sanchoão, às portas da China, aonde conseguiram aportar num pequeno barco. Enquanto planeava a sua viagem para entrar no continente chinês, sobreveio uma doença da qual morreu. Nesta terceira etapa, Xavier encarna, talvez inconscientemente, a figura do místico: quase abandonado por todos, mas com uma visão que não chega a concretizar, por ter morrido: anunciar a Cristo na grande China. Xavier é o Moisés que avista a Terra Prometida sem a poder pisar. A sua visão de chegar às portas da realização do seu sonho é o legado de impulso, de audácia e vitalidade missionária que deixou à posteridade. Um zelo quase inimaginável Xavier é o marco de uma forma de ser missionário em que sobressaem: * O zelo missionário de se consumir pelo Evangelho. Num curto período de dez anos visita países e catequiza em tantas nações, que se torna quase impossível imaginar tal mobilidade nessa altura. Este zelo missionário manifesta-se particularmente intenso nos momentos de adversidade, diante dos quais não se verga, enfrentando-os com uma visão de fé que se torna motivo de reflexão para a Igreja missionária de hoje. * O processo de crescimento espiritual e missionário de Xavier, segundo os contextos e a realidade missionária com que depara. A sua formação intelectual europeia não o ajudava certamente a entender o mundo oriental, mas será a realidade, os sinais dos tempos, que a irão transformando. Demonstra grande capacidade de adaptação a novas situações, de iniciativa e criatividade, procurando novas formas para partilhar a mensagem evangélica, sobretudo no Japão. Para já não falar na sua capacidade de animador missionário, que Xavier exerceu na sua vida mediante cartas aos companheiros e a jovens, inflamando-os com o espírito missionário. Falámos nas três etapas da sua vida: apóstolo, discípulo e místico. Se bem que não estejam perfeitamente delimitadas no tempo, creio, ainda assim, que marcam cada uma das etapas da sua vida. Não seria exagero considerar São Francisco Xavier como apóstolo do Oriente, porque de facto aí desenvolveu uma actividade pioneira, abrindo caminhos. Embora sejamos tentados a deixar-nos levar pela auréola de santidade, que a história e os exageros do costume tornam inevitáveis, acho ser de toda a justiça realçar na sua vida o crescimento e o amadurecimento missionários através de múltiplas experiências, a identificação com Cristo e a sua entrega qualificada e total ao serviço da missão.