quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Os milagres para canonização de São Francisco Xavier

A igreja e os milagres de São Francisco Xavier Em 1622, quando Gregório XV no consistório privado propôs aos cardeais que Francisco Xavier fosse canonizado, disse: “Tanto quanto a santidade da vida, a reputação dos milagres e o desejo do povo concorreram no julgamento deste homem extraordinário, o verdadeiro apóstolo das Índias, deixando claro que deveria ser elevado à honra da santidade”. Os cardeais presentes deram seu julgamento por escrito, relatando quando Francisco Xavier deveria ser canonizado. A maioria dos votos tinha somente um parágrafo, contando menos de cinquenta palavras cada um deles. Todas as súmulas dos cardeais, incrivelmente, faziam menção a seus “claritudo mira culorum” como um sinal seguro do desejo do espírito santo, ver Francisco Xavier elevado à santidade. Na bula de canonização assinada por Urbano VIII em 6 de agosto de 1623, os milagres de São Francisco Xavier estão contidos em dezenove páginas do documento papal. Com relação aos fenômenos ocorridos durante sua vida santificada, o papa disse: “Ele foi enriquecido com um carisma apostólico”. A evidência de seu apostolado foi manifestada em sinais e prodígios. Nos arquivos, os pesquisadores relatam existir uma descrição cuidadosa de cada um dos milagres na vida de São Francisco Xavier. Os biógrafos e estudiosos referem-se aos primeiros fenômenos citados no documento, mencionando a frequência com que ele era tocado em êxtase, levitava durante a celebração da missa, bem como a dificuldade que tinha em retornar ao seu estado normal de consciência quando meditava. Impressionados ficavam todos ao tomar conhecimento da iluminação que irradiava em seu corpo toda vez que se ajoelhava e mergulhava em oração, particularmente, à noite quando ao recolher-se para descansar. Ubirajara de Carvalho