terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Papa Bento XVI: São Francisco Xavier modelo de missionário santo

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI 
PARA A XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
(trecho nº 7)
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A necessidade e a urgência da missão
Muitos jovens reflectem sobre a sua vida com apreensão e formulam muitas interrogações acerca do seu futuro. Preocupados, eles perguntam-se: como inserir-se num mundo assinalado por numerosas e graves injustiças e sofrimentos? Como reagir ao egoísmo e à violência, que por vezes parecem prevalecer? Como dar pleno sentido à vida? Como contribuir para que os frutos do Espírito, que recordámos acima, "caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança" (ponto n. 6), inundem este mundo ferido e frágil, antes de tudo o mundo dos jovens? Com que condições o Espírito vivificador da primeira criação, e sobretudo da segunda criação ou redenção, pode tornar-se a nova alma da humanidade? Não esqueçamos que quanto maior é o dom de Deus e o do Espírito de Jesus é o máximo tanto maior é a necessidade que o mundo tem de o receber e, portanto, tanto maior e mais apaixonante é a missão da Igreja de dar testemunho credível do mesmo. E vós jovens, com a Jornada Mundial da Juventude, de certo modo testemunhais a vontade de participar em tal missão.
Caros amigos, a este propósito quero recordar-vos aqui algumas verdades de referência sobre as quais meditar. Mais uma vez, repito-vos que somente Cristo pode satisfazer as aspirações mais íntimas do coração do homem; só Ele é capaz de humanizar a humanidade e conduzi-la à sua "divinização". Com o poder do seu Espírito, Ele infunde em nós a caridade divina, que nos torna capazes de amar o próximo e de nos pormos com disponibilidade ao seu serviço. Revelando Cristo crucificado e ressuscitado, o Espírito Santo ilumina, indica-nos a vida para nos tornarmos mais semelhantes a Ele, ou seja, para sermos "expressão e instrumento do amor que dele dimana" (Encíclica Deus caritas est, 33). E quem se deixa guiar pelo Espírito, compreende que pôr-se ao serviço do Evangelho não é uma opção facultativa, porque sente como é urgente transmitir esta Boa Nova também aos outros. Todavia, é necessário voltar a recordá-lo, só podemos ser testemunhas de Cristo se nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, que é "o agente principal da evangelização" (cf. Evangelii nuntiandi, 75) e "o protagonista da missão" (cf. Redemptoris missio, 21).
Dilectos jovens, como reiteraram várias vezes os meus venerados Predecessores Paulo VI e João Paulo II, anunciar o Evangelho e dar testemunho da fé é hoje mais necessário do que nunca (cf. Redemptoris missio, 1). Alguns pensam que apresentar o tesouro precioso da fé às pessoas que não a compartilham significa ser intolerante para com elas, mas não é assim, porque propor Cristo não significa impô-lo (cf. Evangelii nuntiandi, 80). De resto, há dois mil anos doze Apóstolos deram a vida para que Cristo fosse conhecido e amado. A partir de então, o Evangelho continua a difundir-se ao longo dos séculos, graças a homens e mulheres animados pelo seu próprio zelo missionário. Portanto, também hoje são necessários discípulos de Cristo que não poupem tempo nem energias para servir o Evangelho. São precisos jovens que deixem arder dentro de si o amor a Deus e respondam generosamente ao seu apelo urgente, como fizeram muitos jovens Beatos e Santos do passado e inclusive de épocas mais próximas a nós. Em particular, asseguro-vos que o Espírito de Jesus hoje vos convida, jovens, a serdes portadores da Boa Nova de Jesus aos vossos coetâneos. A indubitável dificuldade que os adultos têm de encontrar de maneira compreensível e convincente a classe juvenil pode ser um sinal com que o Espírito tenciona impelir-vos, jovens, a assumir esta responsabilidade. Vós conheceis os ideais, as linguagens e também as feridas, as expectativas e ao mesmo tempo o desejo de bem dos vossos coetâneos. Abre-se o vasto mundo dos afectos, do trabalho, da formação, da expectativa, do sofrimento juvenil... Cada um de vós tenha a coragem de prometer ao Espírito Santo que conduzirá um jovem para Jesus Cristo, do modo como melhor considerar, sabendo "responder com doçura a todo aquele que vos perguntar a razão da vossa esperança" (cf. 1 Pd 3, 15).
Mas para alcançar esta finalidade, queridos amigos, sede santos, sede missionários, porque nunca se pode separar a santidade da missão (cf. Redemptoris missio, 90). Não tenhais medo de ser santos missionários, como São Francisco Xavier, que percorreu o Extremo Oriente para anunciar a Boa Nova até ao extremo das suas forças, ou como Santa Teresa do Menino Jesus, que foi missionária, contudo sem jamais ter deixado o Carmelo: ambos são "Padroeiros das Missões". Estai prontos a pôr em jogo a vossa vida, para iluminar o mundo com a verdade de Cristo; para responder com amor ao ódio e ao desprezo pela vida; e para proclamar em todos os cantos da terra a esperança de Cristo ressuscitado.

fonte: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/messages/youth/documents/hf_ben-xvi_mes_20070720_youth.html

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Os dois maiores missionários: S. Paulo Apóstolo e S. Francisco Xavier

A Igreja Católica que na sua essência é missionária tem como alicerces da missão dois grandes santos em tempos diferentes mas com o mesmo empenho: evangelizar os pagãos, trazer mais pessoas para o cristianismo.



SÃO PAULO APÓSTOLO             SÃO FRANCISCO XAVIER
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NOMES
  • Ambos são conhecido pelo nome do lugar de origem
  • Paulo de TARSO 
  • Francisco de XAVIER
 CONVERSÃO
·           Ambos são conhecidos pelos fatos  místicos da conversão
·           Paulo convertido pela intervenção (sinal) de Cristo na visão
·           Xavier convertido pela insistência de Inácio de Loyola com a frase bíblica: “De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma”.

MISSÃO DA IGREJA
  • ·         Paulo inaugura a missão entre os pagãos, tidos como impuros. Deus é para todos, além de judeus e cristãos
  • ·         Já S. Francisco Xavier inaugura a expansão do CATOLICISMO para além da Europa. Agora, os Não europeus (pagãos) são acolhidos na Igreja de Cristo
  • ·         Ambos exerceram a missão entre os PAGÃOS. São tidos como Apóstolos dos Gentios
  • ·         Ambos fizeram 4 grandes viagens missionárias

Viagens missionárias
Paulo Ap.
S. F. Xavier
1ª Viagem
46-48
1542-1545
2ª viagem
49-52
1545-1548
3ª viagem
53-57
1549 – 1551
4ª viagem
59-62
1552-1552
  • ·         Paulo Século I – ABERTURA PARA POVOS ALÉM DA NAÇÃO DE ISRAEL
  • ·         Francisco Xavier – Sec. XVI – ABERTURA PARA OS POVOS ALÉM DA EUROPA 

DESTINOS DA MISSÃO
  • ·         Paulo levou o cristianismo para o centro do Mundo (Roma)
  • ·         Paulo: Ásia-Europa
  • ·         São Francisco Xavier levou  o cristianismo para os Confins do Mundo (Japão, China e Indonésia)
  • ·         Francisco Xavier: Europa-Asia

PAÍSES DE MISSÃO
  • ·         Paulo: Síria, Chipre, Turquia, Grécia, Israel e Itália
  • ·         Francisco Xavier: (Itália, Portugal) Índia, Sri Lanka, Malásia, Indonésia, Japão e China
     CARTAS
  •       Ambos escreveram muitas cartas
  •       São Paulo - 14 cartas
  •       São Francisco Xavier - 137 cartas


A MORTE NA DESOLAÇÃO
  • ·         Ambos tiveram como consolação o abandono e sofrimento no fim da missão
  • ·         Paulo foi preso e martirizado
  • ·         São Francisco Xavier viveu no abandono “exilado” no relento frio da Ilha chinesa

AMBOS FORAM OS SANTOS QUE MAIS:
  • ·         viajaram em missão
  • ·         fundaram comunidades
  • ·         converteram pagãos
  • ·         administraram o batismo de conversão

MILAGRES
·         Ambos operaram inúmeros milagres que serviam de sinais para conversão dos pagãos e idólatras.

VIAGENS DE PAULO
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VIAGENS DE SAO FRANCISCO XAVIER
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São Francisco Xavier é chamado de "São Paulo do Oriente"   /  Apóstolo do Oriente

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A última missão de São Francisco Xavier


A última viagem


Retornando do Japão, pouco tempo se deteve o Pe. Francisco na Índia. Apenas o suficiente para atender as necessidades da Companhia de Jesus nessas terras e preparar a tão desejada viagem à China.
Um dedicado amigo do infatigável missionário, chamado Diogo Pereira, empregou toda a sua fortuna fretando um navio, carregando-o com esplêndidos presentes para o imperador da China e adquirindo magníficos paramentos de seda e de damasco, e todo tipo de ricos ornamentos para celebrar a Santa Missa com toda a pompa, de modo a dar aos chineses noção da grandeza da verdadeira religião que lhes seria anunciada.
Antes de viajar, o Santo escreveu ao Rei de Portugal, em abril de 1552: "Parto daqui a cinco dias para Malaca, que é o caminho da China, para ir dali, em companhia de Diogo Pereira, à corte do imperador da China. Levamos ricos presentes comprados por Diogo Pereira.
E da parte de Vossa Alteza levo um que nunca foi enviado por nenhum rei nem senhor a esse imperador: a Lei verdadeira de Jesus Cristo nosso Redentor e Senhor". Assim, no dia 17 de abril de 1552, embarcou na nave Santa Cruz para conquistar o império de seus sonhos

"Desamparado de todo humano favor"
No entanto, poucos dias de navegação haviam transcorrido, quando desencadeou- se terrível tempestade. A tripulação do navio, espantada com a violência dos elementos e tendo perdido qualquer esperança de salvação, pedia com grandes clamores o sacramento da Penitência. Francisco Xavier, imperturbável, recolheu-se em profunda oração. E imediatamente - assim como outrora à voz do Divino Salvador as águas do Lago de Genezaré haviam- se acalmado - o vento cessou de soprar e as ondas tornaram-se suaves e calmas pela fé e pelas preces desse humilde conquistador de impérios.
Mas a partir deste momento, não cessaram os infernos de levantar obstáculos e contrariar a viagem. "Tende por certo e não duvideis que de modo algum quer o demônio que os da Companhia do nome de Jesus entrem na China" - escreveu ele em novembro de 1552 aos padres Francisco Pérez e Gaspar Barzeo.
Chegando à cidade de Malaca, última escala antes de penetrar em águas chinesas, inopinadamente, o capitão português desse porto - que, aliás, devia seu cargo aos bons ofícios e recomendações de Francisco - impediu a continuação da viagem, alegando que só a ele caberia o comando de uma expedição à China...
Tendo sido inúteis todas as súplicas e rogos, empregou Francisco Xavier um último recurso: apresentou a bula papal que o nomeava legado pontifício, a qual até então nunca havia utilizado, e exigiu a plena liberdade de viajar à China em nome do Papa e do Rei de Portugal.
Além disso, anunciou ao obstinado capitão que incorreria em excomunhão se continuasse a impedir a partida do navio. Sem embargo, também isso foi inútil. A ambição e a cobiça desse infeliz levaram-no ao extremo de insultar e maltratar aquele peregrino da glória de Deus.
Finalmente, após várias semanas de espera, a nave Santa Cruz pôde singrar as águas em direção à China, mas sob o comando de homens nomeados pelo capitão português, o qual morreu pouco tempo depois, excomungado e corroído pela lepra.
Com o coração partido, Francisco revelou ao Pe. Gaspar Barzeo em julho de 1552: "Não podereis acreditar quanto fui perseguido em Malaca. Vou para as ilhas de Cantão, no império da China, desamparado de todo humano favor".

À espera do barco, olhando sem cessar para a meta.
Sancião era o nome dado pelos portugueses à inóspita ilha de Shangchuan, situada a 180 quilômetros da cidade de Cantão. Nessa ilha, onde os navios europeus costumavam aportar para comerciar com os chineses, desembarcou o santo missionário em outubro de 1552.
Esforçaram-se ali os portugueses por encontrar, entre os numerosos mercadores chineses, algum que se prontificasse a levá-lo a Cantão. Todos, porém, se escusavam, pois isso era vedado pelas leis imperiais, e os transgressores expunham- se a perder todos os haveres e até a própria vida. Por fim, um deles, decidido a correr o risco, se dispôs a transportar São Francisco numa pequena embarcação, mediante o pagamento de 200 cruzados.
"Os perigos que corremos neste empreendimento são dois, segundo a gente da terra: o primeiro é que o homem que nos leve, depois de receber os duzentos cruzados, nos abandone numa ilha deserta ou nos jogue no mar; o segundo é que, chegando a Cantão, o governador nos mande para o suplício ou para o cativeiro" - escreveu Xavier ao Pe. Francisco Pérez.
Esses perigos, porém, o infatigável apóstolo não os temia, pois seguro estava de que "sem a permissão de Deus, os demônios e seus asseclas nada podem contra nós".
Acompanhado de apenas dois auxiliares, um indiano e um chinês, ficou na Ilha de Sancião à espera do retorno do comerciante que se comprometera a transportá-lo. Celebrava diariamente ali o Santo Sacrifício do Altar, olhando sem cessar para o continente pelo qual com tanto ardor suspirava. Mas os dias e as semanas se passaram, e em vão aguardou Francisco a volta do chinês: este infelizmente nunca retornou.
Últimas palavras de um santo
As forças físicas do ardoroso missionário chegaram então ao termo. Uma altíssima febre o obrigou a recolher- se em sua improvisada cabana, onde, desamparado dos homens e padecendo frio, fome e toda classe de privações, deveria passar os últimos dias de sua heróica existência nesta terra de exílio.
Àquele varão que não conhecera o cansaço, àquele apóstolo que com sua palavra arrastava multidões, àquele taumaturgo que havia ultrapassado grandes obstáculos operando milagres portentosos, o Senhor do Céu e da Terra reservava a mais heróica e gloriosa das mortes: a exemplo de seu Mestre Divino, Francisco Xavier morreria no auge do abandono e da aparente contradição.
Alguns dias antes de entregar seu espírito, entrou em delírio, revelando então a magnitude do holocausto que a Providência lhe pedia: falava continuamente da China, de seu veemente desejo de converter esse império e da glória que adviria para Deus se esse povo fosse atraído para a Santa Igreja Católica...
morte_SFrancisco Xavier.jpgE nas primeiras horas da madrugada de 3 de dezembro de 1552, Francisco Xavier expirou docemente no Senhor, sem uma queixa ou reclamação, divisando ao longe aquela China que não conseguira conquistar e que tanto havia desejado depositar aos pés de seu Rei, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Suas derradeiras palavras foram estas frases de um cântico de glória: In te, Domine, speravi. Non confundar in aeternum. Em Vós espero, Senhor. Não me abandoneis para sempre!
A maior glória de Deus
À primeira vista, sobretudo para quem não tem seu olhar habituado a contemplar os horizontes infindos da Fé, a vida de São Francisco Xavier parece, em certo sentido, frustrada.
De Francisco Deus não queria a conversão da China, mas queria a sua alma.           (Morte de São Francisco, Igreja de São Pedro, Lima)

Quantas almas não se teriam salvo e quanta glória não haveria recebido a Santa Igreja se o imenso e super povoado império chinês houvesse sido evangelizado por este apóstolo de fogo! Entretanto, quando se encontrava ele, finalmente, às portas desta nação, depois de haver passado por dificuldades e combates de toda ordem, o chamado de Deus se fez ouvir: "Francisco, meu filho, cessa tua luta e vem a Mim!" Oh! mistério do Amor Infinito! De Francisco, Deus não queria a China... mas queria Francisco.
E o intrépido conquistador respondeu, sem hesitar, como Jesus no Horto das Oliveiras: "Senhor, faça-se a vossa vontade e não a minha. Sim, Redentor meu, cumpram-se, antes de mais nada e sobre todas as coisas, vossos perfeitíssimos desígnios e assim, e só assim, Vos será dada a eternidade!" maior glória nesta terra e por toda a eternidade.
Soprava com persistência o frio vento do norte e as ondas do oceano rompiam cada vez mais violentas naquela praia que parecia deserta. O céu, coberto de plúmbeas nuvens, escurecia rapidamente, prenunciando longa e tormentosa noite.

Não muito longe da beira do mar, elevava-se uma mísera cabana, feita com algumas pranchas de madeira carcomida, cuja cobertura de palha seca era agitada pelo vento glacial. Dentro dela, estendido sobre uma esteira, um homem agonizava.     Seu corpo exangue ardia consumido pela febre, mas seu olhar profundo e vivo espelhava um espírito de fogo, refletia a eternidade... Morria o Apóstolo do Oriente, Francisco Xavier.

S. Francisco Xavier e a castidade


No Ocidente como no Oriente, a açucena ou o lírio são um atributo constante na iconografia xaveriana até à atualidade. A sua fixação como atributo iconográfico essencial da figura de Xavier está intimamente ligada à cronologia da sua beatificação e da sua canonização. Data de 1619 uma gravura do Padre Sadeler com este atributo, sendo de destacar que a estátua de São Francisco Xavier decorando o interior do Collegio Romano em 1622 segurava a açucena nas mãos. A questão da castidade ou pureza de Francisco Xavier tinha antes sido objeto de especial interesse durante os processos de Cochim em 1556, tendo sido sobretudo divulgada ao grande público, graças à biografia de Inácio de Loyola pelo Padre Ribadeneira, que escreveu: Como observado por Ricardo Fernández Gracia



Ladainha: "Modelo de obediência e castidade, Rogai por nós!"


















S. Francisco Xavier, o “Príncipe do Mar”

 Autor indiano, Milagre da transformação
da água salgada em água doce,
óleo sobre tela, séc. XVII,
Capela Mortuária de S. Francisco Xavier
Ladainha de São Francisco Xavier: "A quem o vento e o mar obedeceu - Rogai por nós!"
Francisco Xavier realizou a maior parte das suas viagens por mar, onde terão ocorrido alguns dos seus mais notáveis milagres. Citando Lorenzo Ortiz na sua magnifica obra San Francisco Javier, Príncipe del Mar (1682):
        O milagre da transformação da água salgada em água doce durante uma viajem por mar em 1552 é seguramente um dos milagres que mais contribuíram para a designação de Francisco Xavier, “o Milagre dos Milagres”, e sobretudo para o seu epíteto de “O Príncipe do Mar”. Este milagre que foi testemunhado por sessenta inquiridos durante os processos de 1616-1617 foi colocado no topo dos milagres incluidos na Relatio Super Sanctitate et Miraculis Patris Franciscis Xaverii em 1619. O cronista jesuíta Sebastião Barradas, que compilou os relatos dos processos de 1616 e 1617, concluiu que Francisco Xavier teria transformado várias vezes água salgada em água doce, umas vezes com os pés, outras vezes da água recolhida pelos marinheiros, milagres condensados numa bonita pintura decorando a Capela de S. Francisco Xavier em Goa.
Ainda mais espetacular é o celebérrimo milagre (falso) do caranguejo. De acordo com a lenda hagiográfica, na Primavera de 1546, um caranguejo teria devolvido a Xavier o seu crucifixo caído ao mar perto da Nova Guiné. Este motivo iconográfico recorrente entrou na iconografia e na hagiografia xaverianas durante os processos de Cebú, Filipinas, em 1608 e é tanto mais importante, quanto para o Padre Schurhammer se trata dum episódio de origem européia posteriormente transmitido à hagiografia budista.
Na arte oriental destacam-se dois extraordinários biombos com a alusão simbólica a este atributo xaveriano. Um destes objectos terá sido oferecido pela Cidade de Macau à Casa Professa de Roma em 1624 para agradecer o envio de uma relíquia do braço direito de Francisco Xavier. O outro biombo encontra-se actualmente no Museu dos Mártires em Nagasáqui, China. Em ambos os biombos um caranguejo no escudo dos soldados alude à protecção de Francisco Xavier.

Como acontece frequentemente na hagiografia, esta história conheceu versões ou variantes menos conhecidas, mas não por isso menos curiosas, tais como a história transmitida pelo Padre Simão de Figueiredo no início do séc. XVII, segundo a qual o crucifixo teria sido substituído pelo relicário e o caranguejo teria tomado a forma de peixe: «hum Portugês mui antigo referio, que, indo hum dia embarcado com o P. Francisco, com outra muita gente, lhe sobreueio huma grande tempestade; e pedindo elles ao santo que lançasse no mar alguma relíquia, elle tirou o relicairo do pescoço e o lançou sobre as ondas, as quais logo se aquietarão, e a tormenta cessou. Hia o santo Padre um pouquo desconsolado de ficar sem relíquias; eis que, chegando á praya d’ahi muitas legoas; uem uir hum peixe por cima de agoa com o relicario na boca; e, chegado á terra, o deixou diante do Padre e se uoltou ao mar. A tudo se achou este português presente».

sábado, 21 de janeiro de 2017

São Francisco Xavier e a ressurreição da filha de um homem rico

São Francisco Xavier e a ressurreição da filha de um homem rico 
A história afirma que quando São Francisco Xavier se achava em Cangoxima, no Japão, fez um grande número de milagres, o mais notável dos quais foi a ressurreição duma rica dama. Esta donzela morrera na flor da idade, e o pai, que a amava ternamente, estava a ponto de enlouquecer. Como ele era idólatra, não encontrava lenitivo para a sua aflição, e os seus amigos que iam consolá-lo não faziam mais do que aumentar a sua dor. Dois neófitos que o foram ver, antes de se proceder ao funeral daquela que ele chorava noite e dia, aconselharam-no que procurasse socorro junto do santo homem que fazia tão grandes coisas e pedisse-lhe, com confiança, a vida de sua filha. O pagão, persuadido pelos neófitos de que nada era impossível ao bonzo da Europa, e começando a manter uma esperança contra todas as aparências humanas, como acontece de ordinário aos aflitos, que creem facilmente em quem os consola, foi procurar o Padre Francisco, lançou-se aos seus pés, e pediu-lhe com as lágrimas nos olhos que ressuscitasse uma filha única que acabava de perder, acrescentando que seria restituir-lhe a vida a ele mesmo. Xavier, condoído da fé e da aflição do pagão, retirou-se com o seu companheiro Fernandes para orar a Deus, e voltando pouco tempo depois, disse ao pai inconsolável: ── Ide que vossa filha está viva. O idólatra, que esperava que o Santo fosse com ele à sua casa, e invocaria o nome do Deus dos cristãos sobre o corpo de sua filha, tomou aquelas palavras por zombaria e retirou-se descontente. Mas apenas tinha dado alguns passos, viu um dos seus criados, que, todo cheio de alegria, lhe gritou de longe, dizendo-lhe que sua filha estava viva. E viu-a daí a pouco, porque ela correra ao seu encontro. Depois dos primeiros abraços, a filha contou a seu pai que, apenas entregara a alma, dois demônios horríveis se apoderaram dela e a quiseram precipitar num abismo de fogo; mas dois homens de aspecto nobre e modesto a tinham arrancado das mãos daqueles dois carrascos e lhe restituíram a vida, sem que lhe fosse possível dizer como isso se fizera. O japonês compreendeu quais eram aqueles dois homens de quem lhe falava a filha, e conduziu-a logo a Xavier, para Lhe testemunhar o seu agradecimento, como era devido a um tamanho favor; e apenas ela viu o santo com o seu companheiro Fernandes, exclamou: ─ Eis os meus dois libertadores! E no mesmo instante pai e filha pediram o batismo. Schouppe, S.J., Pe. F. X., "O Dogma do Inferno", trad. bacharel formado em Teologia na Universidade de Coimbra, Liv. Católica Portuense, Porto, 1896, p.5

domingo, 15 de janeiro de 2017

Vida de sao Francisco Xavier: 15 anos de sacerdócio

Vida de São Francisco Xavier – II Publicado por L. Souza Amigos internautas, assim continua a história de São Francisco Xavier o “São Paulo do Oriente”: Francisco e mais alguns recebem a ordenação sacerdotal. Espalham-se pelas cidades, fazendo apostolado. “A renovação católica começa, e a onda protestante refluí.” Neste período, a pedido do rei de Portugal, Pe. Francisco Xavier, Pe. Paulo de Camerino e Francisco Mansilhas são escalados para pregar missões no Oriente. Na India Goa é cidade populosa, há 30 anos está em mãos dos portugueses. tem várias igrejas e uma catedral com seu bispo. É importante centro comercial. Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. A partir de Goa – com o apoio do Vice-Rei – estende as missões pelo sul da Índia, Malaca, Ilhas Molucas. Organiza as comunidades, proíbe abusos, socorre os necessitados, separa brigas. Para defender a Religião, enfrenta a tudo e a todos! Além disso, faz muitas orações e penitências. Não esquece de recorrer a Nossa Senhora. Com intenso fervor, reza no túmulo do Apóstolo que pregou o Evangelho na Índia: São Tomé. Explica aos católicos e aos pagãos o Evangelho, os Dez Mandamentos, o catecismo; ensina orações, cânticos; administra os Sacramentos. “Se eu fosse dividido em dez partes, todas elas precisariam atender confissões”. O Japão Ele agora estuda uma língua do Japão. Pois daqui há pouco irá para lá, nadando, se não tiver navio. Antes dessa aventura, chega, com mais dois japoneses, um samurai chamado Hashiro, que diz: “Queremos conhecer o homem de Deus que tem o poder de perdoar os pecados”. Convertem-se, são batizados. Ficam amigos. No Japão tornam-se guias de Xavier, que permanece lá dois anos e pouco. Qual o seu método? Através das crianças, converte os adultos. Ele deixa lá uma robusta e florescente cristandade! Antes de voltar à Índia, faz esse elogio do Japão: “Seu povo é o melhor dos descobertos até agora!” No caminho da China, o Céu Conquistado o Japão, o gigante das missões quer o país dos dragões. Entretanto, nessa China lendária, o perigo é real: entrar sem autorização significa prisão e morte. Ele não se incomoda, pois é portador de uma mensagem de Fé! Mas os meios falham. Acompanhado de apenas dois auxiliares, um indiano e um chinês, ficou na Ilha de Sancião à espera do retorno do comerciante que se comprometera a transportá-lo. Celebrava diariamente ali o Santo Sacrifício do Altar, olhando sem cessar para o continente pelo qual com tanto ardor suspirava. Mas os dias e as semanas se passaram, e em vão aguardou Francisco a volta do chinês: este infelizmente nunca retornou! Em sua improvisada cabana, onde, desamparado dos homens e padecendo frio, fome e toda classe de privações, deveria passar os últimos dias de sua heróica existência nesta terra de exílio, adoeceu e uma febre persistente o debilitou! Àquele taumaturgo que havia ultrapassado grandes obstáculos operando milagres portentosos, o Senhor do Céu e da Terra reservava a mais heróica e gloriosa das mortes: a exemplo de seu Mestre Divino, Francisco Xavier morreria no auge do abandono e da aparente contradição. Mesmo vendo que seu grande desejo não ia se realizar, de nada reclama. Conforma-se com a vontade divina, e falece na paz de Deus, em 3 de dezembro de 1552. Suas derradeiras palavras foram estas frases de um cântico de glória: In te, Domine, speravi. Non confundar in aeternum. Em Vós espero, Senhor. Não me abandoneis para sempre! Seu corpo, é levado para Malaca e depois para Goa, onde está até hoje. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo recebeu o apelido de “São Paulo do Oriente”. A.L.L.S

sábado, 31 de dezembro de 2016

Confraria dos Devotos de São Francisco Xavier



O que diz a Igreja sobre as associações (Confrarias) para os fiéis com objetivos comum?
O Código de Direito Canônico incentiva a organização de associações católicas, tal como as Confrarias, conforme o seguinte:
      Cân. 298 § 1. "Na Igreja existem associações, distintas dos institutos de vida consagrada e das sociedades de vida apostólica, nas quais os fiéis, clérigos ou leigos, ou conjuntamente clérigos e leigos, se empenham, mediante esforço comum, para fomentar uma vida mais perfeita, e promover o culto público ou a doutrina cristã, ou para outras obras de apostolado, isto é, iniciativas de evangelização, exercício de obras de piedade ou caridade, e animação da ordem temporal com espírito cristão. 
          Cân. 327 Os fiéis leigos tenham em grande apreço as associações constituídas para as finalidades espirituais mencionadas no cân. 298, particularmente aquelas que se propõem animar de espírito cristão as realidades temporais e, desse modo, fomentam grandemente a união mais íntima entre a fé e a vida."


Por tanto, podemos nos unir para ajuda mutua no crescimento espiritual e promover esforços para o crescimento espiritual de todos os devotos de São Francisco Xavier, ligados pelo intereçe comum na devoção ao mesmo santo. A Confraria não pretende realizar reunião presencial ou formar sede própria, mas apenas, UNIR os fieis católicos com objetivos comuns para a vivencia espiritual e compromisso mediante uma comum unidade. Por isso, não é necessário formalização legal. Somos apenas uma Comunidade com afinidades. Caso se forme pequenos grupos na Comunidade, Paroquia, Diocese ou Pastoral, este deve está inserido no quadro pastoral da Paróquia onde se sedia o grupo dos Devotos de SFX que fazem parte da Confraria.
 
COMO É A CONFRARIA?
A Confraria dos Devotos de São Francisco Xavier é uma associação de fiéis da Igreja Católica que tem em comum a devoçao ao Santo Padroeiro das Missões,  São Francisco Xavier.  É uma reunião de devotos das diversas paróquias, Dioceses, Comunidades Eclesiais de Base e Pastorais que tem este grande Santo "O Gigante da História das Missões " como PADROEIRO, bem como, outros admiradores que estão passando a conheçer este santo pelas midias socias.

QUEM PODE PARTIPAR?
Quarquer Católico, desde que busque comprir os Objetivos da Confraria.

QUAIS SÃO AS RECOMENDAÇÕES?
Buscar no dia a dia fazer comprir os objetivos propostos. As recomendações tem a intenção de fazer crescer na espiritualidade cada membro da Confraria tendo como testemunho a vida de São Francisco Xavier.

QUAIS SÃO OS OBJETIVOS? (COMPROMISSOS DOS MEMBROS)
Ao querer fazer parte da Confraria o membro deve se comprometer a:

  1. Estudar a vida de São Francisco Xavier.  Ou seja, adquirir livros ou ler também via Internet a Biografia e as cartas de São Francisco Xavier,  dentre outros.
  2. Viver a missionariedade, seguindo o exemplo do nosso padroeiro.  Estimula-se que que se faça missão nas familias e comunidades menos evangelizadas.
  3. Ou, se não poder fazer missoes na comunidade ou Paróquia,  que contribua para outros irem em missão, doando um pequeno valor para as Congregaçoes missionarias, especialmente a Congregaçao dos Missionários XAVERIANOS (que tem o Carisma do nosso padroeiro) ;
  4. Rezar constantemente pelas missões Paroquias e Ad Gentes;
  5. Propagar a devoçao a São Francisco Xavier,  seja por meio de palestras, peregrinaçoes com a imagem, ou mesmo nas redes sociais, contanto que mais pessoas conheçam o testemunho de santidade de S. Francisco Xavier ;
  6. Formar pequenos grupos na Comunidade ou Paróquia para ESTUDAR e CELEBRAR a vida do Santo, e principalmente realizar a animação missionária com evangelizaçao concreta;
  7. Realizar as praticas devocionais.
*Obs.: Não se espera que tenha todos esses requisitos,  mas deve ter o propósito para fazer o máximo possível para estar em comunhão com estas Orientaçoes.

Seja bem-vindo. Após se cadastrar,  o ANIMADOR da Confraria entrará em contato contigo e manterá dialogo frequente conforme disposição mútua e haverá interação virtual (todos os membros) e pessoal (com os pequenos grupos de 5 ou mais membros de uma mesma regiao).

ou fale com Arovel Lima pelo whatsapp 75 981326756 e email

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Xavier como Co-padroeiro

São Francisco Xavier pode ser invocado sua intercessão em diversas causas tendo em vista ter, em vida, sido importante exemplo.

Co-padroeiro
Das terras Além da Europa
Das Regiões do Oceano Índico
Das Regiões do Oceano Pacífico
Do Japão
Da Índia
Da Tailândia
Do Sri Lanka
De Socotorá (Iemen)
Da Indonésia
Das Ilhas Molucas (Indonesia)
Da China
De Macau (China)
De Sanciao (China)
Dos catequistas
Dos catequisandos
Dos Intérpretes
Dos Intercâmbios Estudantis
Dos Estudantes Universitários
Dos Enfermeiros
Dos doentes
Dos presos
Dos Hospitais
Dos Pescadores
Das gestantes
Dos viajantes
Dos Estrangeiros
Das culturas
Da inculturação
Do Diálogo Inter-religioso
Dos neos-convertidos
Das crianças
Das vocaçoes indígenas
Das vítimas de Guerra
Dos Voluntários em ações humanitárias
Dos Voluntários em Hospitais
Dos Reis e Reinos
Das comunidades Eclesiais

Invocados em situações de:)
Guerra
Epidemias
Febres
Convulsões
Conflito por Intolerância religiosa
Tempestades no mar
Secas prolongadas
Vulçao


(Para conversão: )
Dos pagãos
Dos Idólatras
Dos Muçulmanos
Dos Hindus
Dos Budistas

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Mastrilli

Créditos a Blog Carlos Mata literatura Indurain 

 Um milagre de San Francisco Javier em Nápoles Sendo hoje 03 de dezembro, festa de São Francisco Xavier e do Dia de Navarra , e estar em Nápoles , participando do Congresso Internacional "Nápoles e cultura teatro latino-americano" , co - organizado pela Seconda Università degli Studi di Napoli, a Research Century Grupo gold (GRISO) da Universidade de Navarra e da Fondazione Pietà de 'Turchini-Centro di Musica Antica di Napoli, em colaboração com o Instituto Cervantes em Nápoles e outras instituições, não estar errado para homenagear o Santo co - patrono de Navarra , o universal de toda a Navarra, evocando um de seu milagre em Nápoles, trabalhou na pessoa do padre Marcelo Mastrilli.  Este milagre foi estudado em maior detalhe por Maria Gabriela Torres Olleta , em sua obra "do relacionamento de um milagre prodigioso de San Francisco Jzavier em Nápoles" (Pamplona, Universidad de Navarra, 2003, a coleção "volanderos pliegos o GRISO, não. 4) , onde ele escreve: O milagre do Padre Marcello Mastrilli é um dos mais conhecidos de San Francisco Javier. Ele é descrito nos relacionamentos, letras e hagiografias de ambos San Francisco como Mastrilli. Encontramos, entre outros textos, na vida e milagres de San Francisco Javier Pai Francisco Garcia; em O Apóstolo das Índias e New Gentes , Christopher de Berlanga; no Príncipe Mar, San Francisco Javier , Lorenzo Ortiz; sem perder menção a ele nos sermões do pai famoso Antonio Vieira e em outros lugares. Marcello Mastrilli pai nasceu em Nola, Nápoles, em 1603. De família nobre, ele entrou na Companhia apesar da oposição de seu pai. Ele foi educado na escola de Nápoles, onde fez estudos clássicos, filosofia e teologia e gramática ensinada. Em dezembro de 1633, enquanto a desmontagem dos altares da festa da Imaculada Conceição, no palácio do vice-rei, ele acidentalmente deixou cair um martelo na cabeça, suas feridas curadas pela intercessão milagrosa de São Francisco Xavier, que apareceu como um peregrino . Mastrilli pai, pouco depois de sua cura, partiu para a Índia em 07 de abril de 1635, juntamente com trinta e dois jesuítas e dezesseis pais de outras religiões. Ele veio ao Japão em 1637, em meio à perseguição contra os cristãos, e foi martirizado em Nagasaki a 17 de Outubro 1637. Nieremberg pai, em seu livro Homens ilustre da Companhia de Jesus , diz a sua vida, a viagem tão desejada para as Índias e as atrocidades de seu martírio. Ele também inclui a relação do famoso milagre de San Francisco Javier e os muitos milagres em sua morte foram concedidas no mérito aos seus devotos. Após a cura milagrosa Mastrilli iniciou a famosa "Novena da Graça", que se tornou muito popular, em honra de San Francisco e, desde então, seria chamado Marcelo Francesco Mastrilli Felicisimo Indiano. O San Francisco que aparece para o pai Mastrilli fora de uma imagem devota que você tem em seu quarto, onde ele aparece como um peregrino, iconografia refletido muitas vezes por pintores e escultores, e muito comum na tradição cristã que vê a vida na Terra como peregrinação para o céu. Esta imagem milagrosa tornou-se, aparentemente, muitas cópias, e, curiosamente, em muitas relações subseqüentes milagres santos Xaverianos descrito 'como ele apareceu para o pai Marcelo. " E também é milagrosa "imagem com o milagre operado pelo Beato Padre Marcelo Mastrilli" ( Vida e Milagres ... Pai Garcia ), em uma multiplicação de níveis de representação ou conjunto de espelhos muito barroco. [1] [1] Esta entrada é parte dos projectos de investigação modelos de vida e da cultura em Navarra da modernidade cedo , liderada por Ignacio Arellano, com uma bolsa da Fundação Caja Navarra ", pedir ajuda para a promoção da Investigação e Desenvolvimento 2015 "área de Ciências Humanas e Sociais. 03 de dezembro de 2015Deixe uma resposta "Caju", um poema de Marina xaveriano Aoiz Este belo poema que foi gentilmente enviado por Marina Aoiz [1] para se tornar parte de meus antologia poemas da Primavera em louvor de San Francisco Javier , Pamplona, Edições e Livros / Fundação Diario de Navarra de 2004, que era o número 3 "Biblioteca Javeriana" coleção GRISO conduzido. Recebo -lo de volta agora para celebrar com ele no blog do festival, hoje, 3 de Dezembro Navarra e nosso Santo universal .  CAJUS Meu pai, meu filho mais velho, o meu quarto irmão e irmão, todos Javier esteira de palma em as estrelas vê-la dormir. Há apenas dois meses, um veleiro Português depositados em Goa o sexto filho de Juan de Jaso e Maria de Azpilicueta. Este homem magro humilde e compassivo, que esperam que os leprosos como casa "dádiva de Deus" em seus olhos verdes uma sede antiga de amor e justiça. Suas mãos, Mudas de noz, carícias derramou sobre os corpos doentes. Mas suas palavras são veemente, por vezes, continha outra, a semente - que germina corações -boa. Hoje, 07 de julho de 1542, Francisco Xavier chegou à prisão com uma cesta de castanha de caju e vários cocos concurso para oferecer a sua água a rave sobre o efeito dessa febre tropical. O fedor é insuportável, terrível. Navarre, com as suas urzes floridas e alma de espinheiros, fala do bem que o Bom Jesus trouxe do Céu para todos os seres humanos na terra. A brilhante conversações portas. Beleza e esperança. E suas palavras em uma língua desconhecida, eles estão se tornando transparente. Vibrar e fresco , como um riacho de água límpida. Os prisioneiros, doentes, sem-teto, som surround , enquanto entregando castanhas nutritivos e goles de água. Eles sentem a liberdade dos mares sob seus pés descalços. A leveza de espírito. Algo como a brisa. trilha sombreada atravessa as palmeiras e chegar à praia. É esgotado. Ele compartilhou o pão espiritual com os pobres e marginalizados. Espalhe sua esteira na areia e o som do mar traz aromas de alecrim e tomilho sua serra. O rio Aragon vontade calmarias com suas almadias de canto. Anexa circularidade a abóbada celeste com a irmandade. cansaço, com amor incondicional para todos os que vivem coisas . agradeço a Deus pela viagem e revelar cada momento no seu coração compassivo. Não pergunte sinais ou grandeza. Basta um pouco de bondade, de que Jesus trouxe à terra, para distribuir seu toque, seus cajus e água de coco abençoado. Chora com lágrimas doces e amargos para o que o dia lhe ensinou. . Invocar o Virgin Teares sua fortaleza fé pedra; vento de esperança. A noite protege os ossos Francisco. As estrelas velar seus sonhos. E Maria. [1] Marina Aoiz Monreal (Tafalla, Navarra, 1955) é o autor, entre outros livros, livros de poesia risos Gea (1986), Terra Segredo (1991), Admisural (1998) Fragmentos de obsidiana (2001), A esmolas livro (2003), Edelphus (2004), ventos de osso (2005), de luz Don (2006), onde estou agora na frente do meu tempo (2007), folhas do vermelho (2009), códigos momento (2009), O balcão assíria (2011), Ilhas de inverno (2011) e Genesis (2011). 03 de dezembro de 2014Deixe uma resposta Dois poemas para San Francisco Javier No dia da festa de São Francisco Xavier (1556-1552), apóstolo das Índias e no Japão, padroeira das missões e co - patrono de Navarra junto com San Fermin e Santa Maria la Real, eu copiar um par de composições em sua figura , em castelhano e basco : ANTHEM de San Francisco Javier [1] Ele não sonhava com aventura empurrado ou comerciante ambição gananciosos, buscando a Deus, de pé no barco, remaram vai Francis Xavier. Cruz nunca deixar suas outras bandeiras ir mais longe por terra e mar, águia corajosa, levantou-se entre os primeiros, danos, Javier, seu desejo de conquistar. As almas são preciosas pérolas do Oriente o sol brilha. Nunca, jamais, vai escolher, Javier temiam a ira do mar. Índia e Japão impérios são pequenos para saciar seu coração ardente, e os homens rasgando seus sonhos de amor quebrado que vulcão entrou em erupção.  EUZKALDUNEN (Jabier) [2] Euzkaldunen lore Berdin Gabea zuri gaude -arren samiñetan Entzun Jabier -erritaren otoia Jainkoagan dezu para Bizia. Entzun Jabier Loyolaren bitartez Jaungoiko Onak esandako Itzak ez mundua, begira Zerua goi- au betiko daukazu Zoria. Jaunarentzat Sutan dezu Biotza lur guzia nai beretzat dezu. Piztu Jabier xure gar bizi orretan maitasunez, Biotz Gure auek. Gurutzea, Gure zeru bidea gurutzean Jaun Maitea figura. Mundu ontan beti Nekea izango Gero Goian Betea Zorion. Gure Zaitugunez Jarrai bidea rrakutzi egizko bidea. Goian degu gabe Azken Pakea Jainkoagan Zorion Betea. [1] Reunidos em cantos litúrgicos. Eusko-Eleiz-Abestiak , San Sebastian de 1967, não. 102, p. 88. [2] cantos litúrgicos. Eusko-Eleiz-Abestiak , não. 260, p. 146. 03 de dezembro de 20132 Respostas presença San Francisco Javier, no teatro espanhol (Esta entrada deveria ter deixado mais propriamente ontem segunda-feira, 3 dezembro, festa de São Francisco Xavier, co-padroeiro de Navarra San Fermin, juntamente com patrono universal das missões, mas ... não foi possível programar o tempo. Em qualquer caso final melhor do que nunca e um dia de atraso, não é tanto ...) A principal figura de São Francisco Xavier (1506-1552), Navarra e santo universal, resultou em inúmeras recriações literárias, ao longo dos séculos e três grandes gêneros de narrativa, poesia e teatro. Vou abordar hoje brevemente a este último aspecto da presença do personagem no teatro espanhol. Em seu importante trabalho de 1961 sobre San Francisco Xavier na literatura espanhola , padre Ignacio Elizalde, SJ, explicou, com estas palavras o fato de que a vida do santo provar um tema muito apropriado para o tratamento no teatro: A vida de Xavier, essencialmente dramático e profundamente humano, era um tema frutífero e apropriado para o dramaturgo e dramaturgo. Sua intensidade emocional, sua aventura para o divino, a psicologia da conversão, o clima exótico e lendário Oriente, sua impaciência apostólica, o seu amor ardente e vulcânica, seu caráter empreendedor que teceu o mapa das nações em uma rede de viagem, a simpatia de seu personagem, Xavier faz uma extraordinariamente adequado para a figura cena [1] . Grande parte dessa produção dramática sobre San Francisco Javier corresponde à do século XVII se trata de obras compostas pelos padrões do teatro jesuíta e concentraram-se em três datas-chave: 1619, beatificação, 1622, Canonização, e 1640, primeiro centenário da Companhia de Jesus. Após o período barroco, a presença do tema xaveriano no teatro é escassa, mas reaparece com alguma intensidade no século XX. Nós temos, em a um lado, funciona em que o santo é o protagonista ou tem um papel muito importante. Em 1923, o jesuíta argentino Juan Marzal publicado em Buenos Aires Cavaleiro Deus, Inácio de Loyola. Monólogo e cenas dramáticas ; bem, duas das peças contidas neste volume são xaveriano: A Farewell to Arms , estudantes Sainete e Desdém, hobby e amor , drama histórico em três atos. Estréias em 1922 e em 1923 publicou vulcão de amor , Genaro Xavier Vallejos, que além deste drama sagrado compor outra dramático-musical, peça Xavier. Scenic Prints (1930). 1933 é a estréia de The Divine Impaciente José Maria Pemán e 1952 de As estrelas gleam , Adolfo Muñoz. A esta lista devemos acrescentar javierinos Sparkles. Dramatização da vida do santo divididos em 11 boxes , Luis María Arrizabalaga, SJ (1958), com ilustrações musicais por Antonio Massana, SJ [2] . E a alguns anos mais tarde (1963) representou Dolores e alegrias de Castillo de Javier , um show de luz e som na preparação colaborou Jose Maria Recondo, SJ (sinopse histórica), José María Pemán (roteiro literário), Christopher Halfter (música) e Cayetano Luca de Tena (estadiamento). Além disso, nós encontrar outras obras em que Javier intervém, não como o personagem principal, mas secundária: como em O Marquês e o bacharel (1940), Victor ESPINOS, Capitão Loyola (1941), Ramón Cué, e o próprio capitão (1950), de Manuel Iribarren [3] . Tudo isso corpus dramático do século XX sobre a figura de San Francisco Javier, as duas peças mais bem sucedidos e interessantes são, sem dúvida, Volcano Amor (1922), X. Genaro Vallejos, e O Impaciente Divina (1933) José Maria Pemán, mas a análise desses trabalhos requer mais espaço e, portanto, sujeitas a entradas futuras neste blog. [1] Ignacio Elizalde, San Francisco Xavier na literatura espanhola, Madrid, CSIC, 1961, p. 107. A mais recente revisão abrangente do teatro xaveriano jesuíta na Idade de Ouro é a de Ignacio Arellano, chefe da sua edição de San Francisco Javier, o Sol em o Oriente (padre jesuíta Diego Calleja comédia) , Madrid / Frankfurt am Main, Iberoamericana / Vervuert de 2006. para obter uma visão abrangente da presença de San Francisco Javier em teatro espanhol, consulte Elizalde, San Francisco Xavier na literatura espanhola , pp. 105-189. [2] Se você olhar para as datas, vemos que três dessas peças foram compostas por volta de 1922, para marcar o centenário da canonização, ou 1952 centenário da morte do santo, enquanto o Pemán apareceu num momento particularmente problemático, coincidindo com a perseguição da Igreja Católica, que teve lugar durante a segunda República. [3] Neste caso, as duas primeiras obras foram escritas por volta do ano 1940, centenário da Sociedade de Jesus. 04 de dezembro de 2012Deixe uma resposta Com San Francisco Javier em Goa Inaugurada com esta entrada de uma série que irá continuar no blog ", com San Francisco Javier in ... '. Na verdade, a influência ea presença de Navarra e São universal, Apóstolo Mission, co-skipper de Navarra junto com San Fermin se estende por muitos cantos de todo o mundo ... Uma boa maneira de começar a série é a memória da visita a Velha Goa (Goa velho) em dezembro passado de 2011. Na verdade, para coincidir com a festa do Santo (celebrada em 3 de Dezembro) GRISO convocou o Congresso Internacional "San Francisco Javier, Navarra universal, ea companhia dos Jesuítas. Elementos, conflitos e assimilação de dois mundos culturais / St. F. Xavier de Navarra para o Mundo: a Missão Jesuíta. Elementos, conflitos e assimilações de duas culturas " , patrocinado pelo Governo de Navarra, que teve lugar no Centro de Goa International (Dona Paula, Panaji, Goa), em 1-3 de Dezembro de 2011. O Congresso pode ligar ser encontrada em: http://www.unav.es/congreso/javier-india-2011/ San Francisco Javier (ou Goencho Saib, o Senhor de Goa, como eles chamam lá) é admirado por muitos indianos, e não apenas os cristãos, e seu partido é extremamente popular. Tal foi o afluxo de pessoas o grande dia da sua festa, desta vez, com a lentidão avançar as longas filas de peregrinos, que deram abordagem do túmulo no interior da Basílica do Bom Jesus, onde o corpo é preservado Santo incorrupto. Em vez disso, poderíamos assistir à missa celebrada no exterior:   E pudemos ver as grinaldas que fizeram os devotos a diferentes imagens do Santo: Para gravar o nosso "navarridad" Eu queria que meu filho Jeff, que me acompanhou nesta viagem, me faça esse quadro, com a bandeira de Navarra e da basílica ao fundo: O nome de San Francisco aparece, é claro, em muitas barracas que vendem artigos religiosos e recordações: Mas também se estende a muitas outras actividades, incluindo jantar: Neste animada rua mercado em torno da basílica Jeff poderia comprar, e muito bom preço, algumas memórias normalmente Goans : camisa do Barcelona Iniesta e Messi da Argentina selecção (estes são, infelizmente, os efeitos do famoso globalização ...). Finalmente, o último 03 de dezembro em Goa, tivemos uma experiência agradável e tivemos uma festa de São Francisco Xavier feliz, como ele desejava todos os peregrinos este cartaz Departamento de Goa Turismo do Estado: