domingo, 15 de janeiro de 2017

Vida de sao Francisco Xavier: 15 anos de sacerdócio

Vida de São Francisco Xavier – II Publicado por L. Souza Amigos internautas, assim continua a história de São Francisco Xavier o “São Paulo do Oriente”: Francisco e mais alguns recebem a ordenação sacerdotal. Espalham-se pelas cidades, fazendo apostolado. “A renovação católica começa, e a onda protestante refluí.” Neste período, a pedido do rei de Portugal, Pe. Francisco Xavier, Pe. Paulo de Camerino e Francisco Mansilhas são escalados para pregar missões no Oriente. Na India Goa é cidade populosa, há 30 anos está em mãos dos portugueses. tem várias igrejas e uma catedral com seu bispo. É importante centro comercial. Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. A partir de Goa – com o apoio do Vice-Rei – estende as missões pelo sul da Índia, Malaca, Ilhas Molucas. Organiza as comunidades, proíbe abusos, socorre os necessitados, separa brigas. Para defender a Religião, enfrenta a tudo e a todos! Além disso, faz muitas orações e penitências. Não esquece de recorrer a Nossa Senhora. Com intenso fervor, reza no túmulo do Apóstolo que pregou o Evangelho na Índia: São Tomé. Explica aos católicos e aos pagãos o Evangelho, os Dez Mandamentos, o catecismo; ensina orações, cânticos; administra os Sacramentos. “Se eu fosse dividido em dez partes, todas elas precisariam atender confissões”. O Japão Ele agora estuda uma língua do Japão. Pois daqui há pouco irá para lá, nadando, se não tiver navio. Antes dessa aventura, chega, com mais dois japoneses, um samurai chamado Hashiro, que diz: “Queremos conhecer o homem de Deus que tem o poder de perdoar os pecados”. Convertem-se, são batizados. Ficam amigos. No Japão tornam-se guias de Xavier, que permanece lá dois anos e pouco. Qual o seu método? Através das crianças, converte os adultos. Ele deixa lá uma robusta e florescente cristandade! Antes de voltar à Índia, faz esse elogio do Japão: “Seu povo é o melhor dos descobertos até agora!” No caminho da China, o Céu Conquistado o Japão, o gigante das missões quer o país dos dragões. Entretanto, nessa China lendária, o perigo é real: entrar sem autorização significa prisão e morte. Ele não se incomoda, pois é portador de uma mensagem de Fé! Mas os meios falham. Acompanhado de apenas dois auxiliares, um indiano e um chinês, ficou na Ilha de Sancião à espera do retorno do comerciante que se comprometera a transportá-lo. Celebrava diariamente ali o Santo Sacrifício do Altar, olhando sem cessar para o continente pelo qual com tanto ardor suspirava. Mas os dias e as semanas se passaram, e em vão aguardou Francisco a volta do chinês: este infelizmente nunca retornou! Em sua improvisada cabana, onde, desamparado dos homens e padecendo frio, fome e toda classe de privações, deveria passar os últimos dias de sua heróica existência nesta terra de exílio, adoeceu e uma febre persistente o debilitou! Àquele taumaturgo que havia ultrapassado grandes obstáculos operando milagres portentosos, o Senhor do Céu e da Terra reservava a mais heróica e gloriosa das mortes: a exemplo de seu Mestre Divino, Francisco Xavier morreria no auge do abandono e da aparente contradição. Mesmo vendo que seu grande desejo não ia se realizar, de nada reclama. Conforma-se com a vontade divina, e falece na paz de Deus, em 3 de dezembro de 1552. Suas derradeiras palavras foram estas frases de um cântico de glória: In te, Domine, speravi. Non confundar in aeternum. Em Vós espero, Senhor. Não me abandoneis para sempre! Seu corpo, é levado para Malaca e depois para Goa, onde está até hoje. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo recebeu o apelido de “São Paulo do Oriente”. A.L.L.S