segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Frutos da missão de São Francisco Xavier na Ásia


O Grão Mogol Akbar admirado com a fama dos milagres atribuídos ao missionário jesuíta na Ásia, mesmo sem tê-lo conhecido em vida, despachou um embaixador para Goa afim de ser informado acerca da doutrina de um Deus que operava milagres. O representante do imperador aproveitou para fazer seu pedido pessoal e, humildemente,  rogou para ver o túmulo do célebre padre das Índias.  Entrou no recinto, retirou antes os sapatos e se aproximou do jazigo. Inclinou-se  até tocar a fronte no piso. Presentes estavam todos os membros muçulmanos de sua comitiva  que, com respeito, acompanharam os gestos do embaixador.
Atendendo o apelo do imperador,  o provincial de Goa  ordenou o jesuíta Rodolfo Acquaviva para a evangelização desse potentado. Ele era sobrinho do Geral de Companhia de Jesus, jesuíta Claudio Acquaviva e esta era sua primeira missão após chegar em Goa.  Chegou no império do Grão Mogol acompanhado de dois outros jesuítas e tiveram  boa acolhida, ficando hospedados no palácio. Apesar do entusiasmo do imperador, pressões externas em seu reino dificultaram a sua evangelização, fundamental para a conversão dos súditos. Na verdade eles criticavam a apostasia do imperador, simpático aos jesuítas o que dificultou os três anos de missão. Contra sua vontade o jesuíta Acquaviva teve de atender o provincial de Goa e retirou-se, deixando o imperador entristecido.
Rodolfo Acquaviva  foi para Coculim, então nomeado superior da missão em Salsete, região ainda não catequizada embora conhecedora dos trabalhos de São Francisco Xavier.  Sabedores da vinda dos jesuítas os brâmanes e ganzaros incitaram o povo e acabaram matando os cinco jesuítas enquanto levantavam uma cruz no local da missão.
Mas Deus faz acontecer diferente e em 1595  o jesuíta Jeronimo Xavier, aparentado de Francisco Xavier, lá esteve e ganhou a afeição do Grão-Mogol e seus súditos, tendo pregado o  evangelho em seu reino durante quase 10 anos.
colaboração: Ubirajara de Carvalho