sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Dois milagres de São Francisco Xavier na Índia: cura do leproso e ressurreição do catequista

 



Cura ao leproso - Visitando o Santo uma aldeia da mesma Costa da Pescaria, encontrou um pobre Paravá coberto de úlceras, falto de tudo, inteiramente nu e sem forças já para suportai a vida. O coração de Xavier comove-se profundamente à vista de tamanha dor e miséria. Ajoelha-se junto do doente, e fala-lhe com a voz entrecortada pelas lágrimas; consola-o com uma ternura paternal; lava as suas chagas, das quais ninguém se atreveria a aproximar-se, tão repugnantes eram elas, e cedendo ao seu ardente desejo de mortificações e de sofrimentos, lembrando-se, além disto, da delicadeza da sua natureza, que outrora chegava ao excesso, bebe, uma parte da água que servira para lavar as chagas do índio!!!... Afasta-se em seguida do lado do doente, que acabava de abraçar com afecto e solícita caridade, e entrega-se à oração.
Alguns instantes depois, levanta-se e volta para junto do doente... O Paravá olha para si, examina os seus membros, palpa-os e abre os grandes olhos... Estava curado! Suas chagas estavam cicatrizadas, seu corpo estava inteiramente limpo e não parecia ter sofrido nunca!

Ressurreição do catequista  
Antônio de Miranda era o catequista do nosso Santo, e por este título lhe era duplamente querido.
Uma noite, foi mordido por uma víbora que lhe causou a morte; o veneno desses répteis é mortal nas Índias. O Santa Padre é chamado; vai imediatamente, mas não vai ocupai-se dos seus funerais; precisa dele para a instrução dos índios, a glória de Deus e a salvação das almas carecem dos seus trabalhos
- "Antônio, diz-lhe o Santo, com voz forte e vibrante, em nome de Jesus Cristo, levantai-vos!"
E Antônio que morrera na noite precedente, levantou-se cheio de vida. As manchas do veneno que o matara desaparecem no mesmo instante. A multidão, presente aquele prodígio, solta gritos de alegria e de admiração ; lança-se aos pés do Santo Padre, chama-o o grande Deus, e ele vê-se obrigado a explicar-lhe que não é mais que o instrumento do grande Deus que reina nos Céus e que o enviou às Índias para se fazei conhecer, fazer-se amar, fazer-se servir por todos que o ouvem, e para bem doutros ainda, aos quais espera levar o seu nome.